Mulher de 49 anos, faxineira, procura atendimento por lombalgia há cerca de 3...

Mulher de 49 anos, faxineira, procura atendimento por lombalgia há cerca de 3 meses, com piora progressiva durante a jornada de trabalho e alívio parcial com o repouso. Relata episódios de dor irra...


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Mulher de 49 anos, faxineira, procura atendimento por lombalgia há cerca de 3 meses, com piora progressiva durante a jornada de trabalho e alívio parcial com o repouso. Relata episódios de dor irradiada até o joelho direito, mas sem perda de força ou alterações sensitivo-motoras. Nos últimos meses, recorreu diversas vezes ao pronto-socorro para alívio com analgésicos. Não pratica atividade física regular, é tabagista de longa data e refere menopausa precoce aos 44 anos. Ao exame físico apresenta reflexos preservados, sem sinais de claudicação ou défices neurológicos evidentes.
Com base nas evidências atuais sobre lombalgia, marque a opção que apresenta os fatores que estão corretamente associados a pior prognóstico ou maior risco de cronificação.

I. Tabagismo. II. Menopausa precoce. III. Dor irradiada até o joelho. IV. Episódios repetidos de procura por atendimento emergencial. V. Reflexos normais. VI. Ocupação com esforço físico repetitivo.
Analisando...
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  • Equipe Gabarite
    Equipe Gabarite EQUIPE
    20/09/2026 • 21:01
    Vamos falar sobre lombalgia, que é a dor na região lombar e que pode se tornar crônica e difícil de tratar. É importante saber que certos fatores aumentam o risco de uma lombalgia se tornar um problema prolongado, afetando a qualidade de vida da pessoa. Por isso, conhecer esses fatores ajuda no diagnóstico precoce e no controle efetivo.

    Entre os fatores associados a pior prognóstico ou maior risco de cronificação da lombalgia estão o tabagismo (pois prejudica a circulação e cicatrização dos tecidos), a menopausa precoce (que está ligada a alterações hormonais que podem afetar a saúde óssea e muscular), episódios repetidos de procura por atendimento emergencial para alívio da dor (indicando dor persistente e possível componente psicossocial ou dependência de medicação) e a ocupação com esforço físico repetitivo (que pode agravar lesões na coluna).

    Já a presença de dor irradiada até o joelho pode indicar envolvimento neurológico, o que é um sinal de alerta, mas nem sempre é fator isolado de pior prognóstico para cronificação. Reflexos normais indicam ausência de déficit neurológico, o que é um dado positivo, e portanto não está associado a pior prognóstico.

    Se observarmos as alternativas, a que contém os fatores corretos relacionados a pior prognóstico ou risco de lombalgia crônica são: tabagismo (I), menopausa precoce (II), episódios repetidos de procura por atendimento emergencial (IV) e ocupação com esforço físico repetitivo (VI). Portanto, a alternativa correta é a letra b.
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