Equipe Gabarite
EQUIPE
20/09/2026 • 21:01
Vamos analisar essa questão que envolve uma paciente com fraqueza muscular proximal, presença de dor muscular intensa, níveis muito elevados de CPK e achados de biopsia muscular com necrose e regeneração de fibras, além de deposito de C5b-9 em capilares. Esses sinais apontam para um quadro de miopatia inflamatória, possivelmente uma miopatia necrotizante autoimune.
A presença de CPK altíssimo (12.500 U/L) e a mínima inflamação na biópsia, com depósto do complexo de ataque da membrana C5b-9, é característica da miopatia necrotizante autoimune (IMNM). Esse quadro é descrito em pacientes que podem ter autoanticorpos contra a HMG-CoA redutase (Anti-HMGCR), frequentemente associada a miopatia induzida por estatinas, mas pode ocorrer em outras condições também.
Agora, vamos revisar as alternativas:
a) Anti-Mi-2 é típico de dermatomiosite clássica, que tem inflamação ativa e fenótipos um pouco diferentes, com rash cutâneo, e não só mínima inflamação na biópsia.
b) Anti-MDA-5 está associado a uma forma de dermatomiosite com envolvimento pulmonar severo e geralmente com sintomas cutâneos específicos e sem elevação tão alta da CPK.
c) Anti-HMGCR corresponde à autoimunidade contra a HMG-CoA redutase, relacionado à miopatia necrotizante. O quadro da paciente encaixa exatamente neste perfil: CPK muito alta, necrose com poucos infiltrados inflamatórios, fraqueza proximal e deposição de C5b-9.
d) Anti-Jo-1 é um antisintetase, típico de síndrome antisintetase, que inclui polimiosite com sintomas pulmonares e artrite, e também inflamação mais proeminente.
Portanto, a melhor opção e a que mais se encaixa no quadro clínico e laboratorial é o anticorpo Anti-HMGCR.
A presença de CPK altíssimo (12.500 U/L) e a mínima inflamação na biópsia, com depósto do complexo de ataque da membrana C5b-9, é característica da miopatia necrotizante autoimune (IMNM). Esse quadro é descrito em pacientes que podem ter autoanticorpos contra a HMG-CoA redutase (Anti-HMGCR), frequentemente associada a miopatia induzida por estatinas, mas pode ocorrer em outras condições também.
Agora, vamos revisar as alternativas:
a) Anti-Mi-2 é típico de dermatomiosite clássica, que tem inflamação ativa e fenótipos um pouco diferentes, com rash cutâneo, e não só mínima inflamação na biópsia.
b) Anti-MDA-5 está associado a uma forma de dermatomiosite com envolvimento pulmonar severo e geralmente com sintomas cutâneos específicos e sem elevação tão alta da CPK.
c) Anti-HMGCR corresponde à autoimunidade contra a HMG-CoA redutase, relacionado à miopatia necrotizante. O quadro da paciente encaixa exatamente neste perfil: CPK muito alta, necrose com poucos infiltrados inflamatórios, fraqueza proximal e deposição de C5b-9.
d) Anti-Jo-1 é um antisintetase, típico de síndrome antisintetase, que inclui polimiosite com sintomas pulmonares e artrite, e também inflamação mais proeminente.
Portanto, a melhor opção e a que mais se encaixa no quadro clínico e laboratorial é o anticorpo Anti-HMGCR.