Homem de 28 anos procura o serviço de urgência com queixa de dor e edema no j...

Homem de 28 anos procura o serviço de urgência com queixa de dor e edema no joelho direito há 10 dias, acompanhado de dor no calcanhar e “olho vermelho” recorrente. Relata episódio de uretrite com ...


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Homem de 28 anos procura o serviço de urgência com queixa de dor e edema no joelho direito há 10 dias, acompanhado de dor no calcanhar e “olho vermelho” recorrente. Relata episódio de uretrite com ardor ao urinar e pequena secreção há cerca de três semanas, não tratada. No exame, apresenta oligoartrite assimétrica em membros inferiores e entesite no tendão de Aquiles.
Laboratorial: proteína C reativa (PCR) elevada; teste para Chlamydia trachomatis positivo e HLA-B27 positivo.
Qual é a conduta terapêutica mais adequada neste momento?
Analisando...
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  • Ingrid Nunes
    Ingrid Nunes EQUIPE
    20/09/2026 • 21:01
    Essa questão aborda um quadro clássico de artrite reativa, uma condição inflamatória que ocorre após uma infecção, geralmente geniturinária ou gastrointestinal. O paciente apresenta sintomas típicos como oligoartrite assimétrica em membros inferiores, entesite (inflamação no local onde o tendão se liga ao osso), além de sintomas de uretrite prévia associada à infecção por Chlamydia trachomatis e positividade para HLA-B27, marcador associado a esse tipo de doença.

    A artrite reativa é uma manifestação da espondiloartrite e sua abordagem inicial inclui o controle da inflamação articular e o tratamento da infecção causadora. No caso da Chlamydia trachomatis, o tratamento antibiótico é essencial para erradicar o agente infeccioso, mesmo que o quadro articular já tenha se instalado. Além disso, os anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) são fundamentais para controlar a dor e o processo inflamatório articular.

    O uso de glicocorticoides orais como primeira linha não é recomendado sem tentar primeiro os AINEs e o tratamento da infecção. A terapia com anti-TNF está reservada para casos refratários ou crônicos e não deve ser iniciada de imediato. A sulfassalazina pode ser usada em casos persistentes, mas não é a conduta inicial no quadro agudo.

    Portanto, a conduta mais adequada é iniciar o tratamento com antibiótico específico para Chlamydia trachomatis e anti-inflamatórios não esteroidais para controlar a inflamação e a dor.
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