Considerando o melanoma cutâneo de cabeça e pescoço, assinale a alternativa c...

Considerando o melanoma cutâneo de cabeça e pescoço, assinale a alternativa correta.


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Considerando o melanoma cutâneo de cabeça e pescoço, assinale a alternativa correta.
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  • David Castilho
    David Castilho EQUIPE
    20/09/2026 • 13:01
    Essa questão trata do melanoma cutâneo de cabeça e pescoço, um tema muito importante em oncologia dermatológica. Vamos analisar cada alternativa por partes para esclarecer os conceitos fundamentais.

    Primeiro, o estadiamento do melanoma utiliza a espessura do tumor, presença de ulceração e taxa mitótica para diferenciar fases. Para tumores T1 (com espessura até 1 mm), a taxa mitótica era considerada no passado para discriminá-los em T1a e T1b, mas essa alteração foi removida na 8ª edição do AJCC; atualmente, a taxa mitótica não é mais um critério obrigatório para essa diferenciação. Então, a alternativa (a) está incorreta.

    Em relação à radioterapia adjuvante (alternativa b), embora seu papel seja limitado, ela tem indicações em casos específicos de melanoma de cabeça e pescoço, especialmente quando há margens estreitas após cirurgia ou fatores de alto risco como invasão perineural. Portanto, afirmar que não tem indicação nesses casos é incorreto.

    Quanto à terapia adjuvante com inibidores de PD-1 (alternativa c), ela é indicada para pacientes com melanoma completamente ressecado em estágios avançados (alto risco), como presença de metástases em linfonodos regional ou tumores primários grandes com alto risco de recidiva. Logo, não é apenas para doença metastática à distância comprovada, torna-se muito usada na doença ressecada de alto risco. Por isso, a alternativa está incorreta.

    Por último, a biópsia do linfonodo sentinela (alternativa d) é recomendada para melanomas com espessura ≥ T1b (também considerando alguns critérios). Além disso, historicamente, após positividade no sentinela, era feita linfadenectomia completa, mas estudos mais recentes demonstraram que essa abordagem não melhora sobrevida e apresenta mais complicações, por isso atualmente não é rotineiramente indicada. Portanto, essa alternativa está correta.

    Dessa forma, a alternativa correta é a (d).
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