David Castilho
EQUIPE
20/09/2026 • 13:01
Vamos falar um pouco sobre epidemiologia do câncer de boca, que é um assunto fundamental dentro da oncologia, especialmente para entender fatores de risco e características clínicas desses tumores.
Primeiro, sobre a anemia de Fanconi (alternativa a), sabemos que é uma doença genética rara que aumenta o risco de câncer, incluindo carcinomas orais. Porém, esses pacientes costumam apresentar diagnóstico em idade mais jovem que a população geral e não necessariamente têm boa resposta ou tolerância à radioterapia, o que contraria essa alternativa.
Na alternativa b, fala-se das mutações do gene TP53 e perdas de heterozigose em regiões cromossômicas específicas (3p, 4q e 11q13), que são efetivamente associadas ao câncer de boca. Além disso, estudos mostram que essas alterações genéticas são mais frequentes em pacientes fumantes, evidenciando seu papel na carcinogênese relacionada ao tabagismo. Essa alternativa está correta.
A alternativa c exagera no risco do consumo isolado de álcool. O álcool é fator de risco sozinho, mas o aumento de risco tão expressivo (35 vezes) está mais associado à combinação de álcool e tabagismo, pois os efeitos são multiplicativos, não isoladamente tão elevados.
Por fim, a alternativa d está incorreta porque em pacientes HIV-positivos o carcinoma oral costuma ocorrer em idades mais jovens e frequentemente é diagnosticado em estágios avançados, não iniciais.
Portanto, a alternativa que melhor corresponde ao conhecimento atual da epidemiologia do câncer de boca é a letra b.
Primeiro, sobre a anemia de Fanconi (alternativa a), sabemos que é uma doença genética rara que aumenta o risco de câncer, incluindo carcinomas orais. Porém, esses pacientes costumam apresentar diagnóstico em idade mais jovem que a população geral e não necessariamente têm boa resposta ou tolerância à radioterapia, o que contraria essa alternativa.
Na alternativa b, fala-se das mutações do gene TP53 e perdas de heterozigose em regiões cromossômicas específicas (3p, 4q e 11q13), que são efetivamente associadas ao câncer de boca. Além disso, estudos mostram que essas alterações genéticas são mais frequentes em pacientes fumantes, evidenciando seu papel na carcinogênese relacionada ao tabagismo. Essa alternativa está correta.
A alternativa c exagera no risco do consumo isolado de álcool. O álcool é fator de risco sozinho, mas o aumento de risco tão expressivo (35 vezes) está mais associado à combinação de álcool e tabagismo, pois os efeitos são multiplicativos, não isoladamente tão elevados.
Por fim, a alternativa d está incorreta porque em pacientes HIV-positivos o carcinoma oral costuma ocorrer em idades mais jovens e frequentemente é diagnosticado em estágios avançados, não iniciais.
Portanto, a alternativa que melhor corresponde ao conhecimento atual da epidemiologia do câncer de boca é a letra b.