A Isquemia Mesentérica Aguda (IMA) é uma emergência cirúrgica crítica onde a ...

A Isquemia Mesentérica Aguda (IMA) é uma emergência cirúrgica crítica onde a rapidez do diagnóstico e da intervenção determina o prognóstico. A transição da lesão isquêmica para o dano irreversível...


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A Isquemia Mesentérica Aguda (IMA) é uma emergência cirúrgica crítica onde a rapidez do diagnóstico e da intervenção determina o prognóstico. A transição da lesão isquêmica para o dano irreversível envolve fenômenos complexos de lesão celular e resposta sistêmica. Analise as assertivas a seguir sobre a fisiopatologia da IMA e informe (V) verdadeiro ou (F) falso. Em seguida, marque a alternativa que apresenta a sequência correta.
( ) A fase inicial da isquemia é caracterizada por edema de alça e estase venosa, processos que impedem o desenvolvimento de hipertensão intra-abdominal ou de síndrome compartimental durante a evolução da doença.
( ) O agravamento do quadro clínico é frequentemente potencializado pelo fenômeno de reperfusão, que promove a liberação de radicais livres de oxigênio e mediadores inflamatórios na circulação sistêmica.
( ) A progressão para a falência de múltiplos órgãos é impulsionada pela quebra da barreira mucosa intestinal, permitindo a translocação de toxinas e bactérias que desencadeiam uma resposta inflamatória grave.
( ) A transição para a lesão irreversível decorre de uma vasoconstrição esplâncnica sustentada que induz o aumento isolado da pressão hidrostática capilar, sem envolver processos de necrose tecidual profunda.
Analisando...
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  • Matheus Fernandes
    Matheus Fernandes EQUIPE
    20/09/2026 • 12:02
    Vamos falar da Isquemia Mesentérica Aguda (IMA), que é um tema importante na cirurgia e emergência médica. A IMA ocorre quando há uma interrupção súbita e grave do fluxo sanguíneo para os intestinos, o que pode levar a um dano celular progressivo e, se não tratado rapidamente, a morte do tecido intestinal.

    Agora, analisando cada assertiva:

    A primeira diz que na fase inicial da isquemia acontece edema de alça e estase venosa, porém esses processos impedem o desenvolvimento de hipertensão intra-abdominal ou síndrome compartimental. Na verdade, o edema intestinal causado pela isquemia pode contribuir justamente para aumento da pressão intra-abdominal, podendo levar sim à síndrome compartimental. Portanto, essa afirmação é falsa.

    A segunda afirma que o agravamento do quadro clínico é potencializado pelo fenômeno da reperfusão, que libera radicais livres e mediadores inflamatórios. Isso é correto, porque quando o fluxo sanguíneo retorna após um período de isquemia, ocorre uma produção intensa de radicais livres de oxigênio que aumentam o dano tecidual.

    A terceira afirma que a falência de múltiplos órgãos é impulsionada pela ruptura da barreira mucosa do intestino, permitindo a translocação bacteriana e toxinas. Isso também é verdadeiro, pois a inflamação sistêmica causada por essa translocação é um dos principais motivos da gravidade da IMA.

    Por fim, a quarta diz que a transição para lesão irreversível é devido a vasoconstrição esplâncnica que eleva só a pressão hidrostática capilar, sem necrose profunda. Isso está errado, pois a lesão irreversível envolve necrose tecidual profunda decorrente da isquemia prolongada, não apenas um aumento isolado da pressão.

    Portanto, a sequência correta é (F); (V); (V); (F), que corresponde à alternativa b).
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