Marcos de Castro
EQUIPE
20/09/2026 • 11:01
Essa questão aborda um cenário típico de sepse grave ou choque séptico, especialmente em um paciente idoso com comorbidades como DPOC e insuficiência renal crônica. A sepse grave é uma emergência médica caracterizada por uma resposta inflamatória desregulada a uma infecção, levando a disfunções orgânicas, como alteração do estado mental, hipotensão e sinais de hipoperfusão tecidual.
Os critérios de mau prognóstico em sepse englobam vários parâmetros que indicam falência de múltiplos órgãos e pior resposta ao tratamento inicial. O lactato sérico elevado, confirmado pela persistência do lactato > 4 mmol/L mesmo após reposição volêmica adequada, reflete hipóxia tecidual e é um forte marcador de gravidade e mortalidade aumentada.
A hipotensão refratária, que necessita de uso de múltiplos vasopressores para manter a pressão arterial média (PAM) igual ou superior a 65 mmHg, indica choque resistente e associação com mau prognóstico.
A plaquetopenia (menos de 100.000/mm³) associada à disfunção hepática, refletida pela bilirrubina total elevada (> 4 mg/dL), implica em uma falência múltipla de órgãos, frequentemente observada no choque séptico fulminante, e é também marcador de pior evolução.
A necessidade de ventilação mecânica invasiva inicialmente pode ter diversas causas, inclusive a piora respiratória devido à DPOC ou à própria sepse, mas isoladamente, a necessidade de intubação nas primeiras 6 horas não é, necessariamente, um fator absoluto de mau prognóstico, pois pode refletir apenas a necessidade de suporte ventilatório que, se bem manejado, pode melhorar a sobrevida.
Logo, a alternativa que não é indicativo de mau prognóstico neste contexto é a (d).
Gabarito: d
Os critérios de mau prognóstico em sepse englobam vários parâmetros que indicam falência de múltiplos órgãos e pior resposta ao tratamento inicial. O lactato sérico elevado, confirmado pela persistência do lactato > 4 mmol/L mesmo após reposição volêmica adequada, reflete hipóxia tecidual e é um forte marcador de gravidade e mortalidade aumentada.
A hipotensão refratária, que necessita de uso de múltiplos vasopressores para manter a pressão arterial média (PAM) igual ou superior a 65 mmHg, indica choque resistente e associação com mau prognóstico.
A plaquetopenia (menos de 100.000/mm³) associada à disfunção hepática, refletida pela bilirrubina total elevada (> 4 mg/dL), implica em uma falência múltipla de órgãos, frequentemente observada no choque séptico fulminante, e é também marcador de pior evolução.
A necessidade de ventilação mecânica invasiva inicialmente pode ter diversas causas, inclusive a piora respiratória devido à DPOC ou à própria sepse, mas isoladamente, a necessidade de intubação nas primeiras 6 horas não é, necessariamente, um fator absoluto de mau prognóstico, pois pode refletir apenas a necessidade de suporte ventilatório que, se bem manejado, pode melhorar a sobrevida.
Logo, a alternativa que não é indicativo de mau prognóstico neste contexto é a (d).
Gabarito: d