Paciente, sexo masculino, 72 anos, com histórico de DPOC e insuficiência rena...

Paciente, sexo masculino, 72 anos, com histórico de DPOC e insuficiência renal crônica, é admitido na UTI após apresentar febre (38,8°C), hipotensão (PA 80/45 mmHg), taquicardia (FC 128 bpm) e taqu...


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Paciente, sexo masculino, 72 anos, com histórico de DPOC e insuficiência renal crônica, é admitido na UTI após apresentar febre (38,8°C), hipotensão (PA 80/45 mmHg), taquicardia (FC 128 bpm) e taquipneia (FR 34 irpm). Está confuso, com extremidades frias e tempo de enchimento capilar > 4 segundos. Exames laboratoriais: leucócitos 22.000/mm³, plaquetas 85.000/mm³, creatinina 3,1 mg/dL (basal 1,4 mg/dL), bilirrubina total 4,5 mg/dL, lactato sérico 6 mmol/L após reposição volêmica inicial. Foi iniciada noradrenalina para manter PAM ≥ 65 mmHg. Considerando o quadro, todos os seguintes achados são indicativos de mau prognóstico, exceto
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  • Marcos de Castro
    Marcos de Castro EQUIPE
    20/09/2026 • 11:01
    Essa questão aborda um cenário típico de sepse grave ou choque séptico, especialmente em um paciente idoso com comorbidades como DPOC e insuficiência renal crônica. A sepse grave é uma emergência médica caracterizada por uma resposta inflamatória desregulada a uma infecção, levando a disfunções orgânicas, como alteração do estado mental, hipotensão e sinais de hipoperfusão tecidual.

    Os critérios de mau prognóstico em sepse englobam vários parâmetros que indicam falência de múltiplos órgãos e pior resposta ao tratamento inicial. O lactato sérico elevado, confirmado pela persistência do lactato > 4 mmol/L mesmo após reposição volêmica adequada, reflete hipóxia tecidual e é um forte marcador de gravidade e mortalidade aumentada.

    A hipotensão refratária, que necessita de uso de múltiplos vasopressores para manter a pressão arterial média (PAM) igual ou superior a 65 mmHg, indica choque resistente e associação com mau prognóstico.

    A plaquetopenia (menos de 100.000/mm³) associada à disfunção hepática, refletida pela bilirrubina total elevada (> 4 mg/dL), implica em uma falência múltipla de órgãos, frequentemente observada no choque séptico fulminante, e é também marcador de pior evolução.

    A necessidade de ventilação mecânica invasiva inicialmente pode ter diversas causas, inclusive a piora respiratória devido à DPOC ou à própria sepse, mas isoladamente, a necessidade de intubação nas primeiras 6 horas não é, necessariamente, um fator absoluto de mau prognóstico, pois pode refletir apenas a necessidade de suporte ventilatório que, se bem manejado, pode melhorar a sobrevida.

    Logo, a alternativa que não é indicativo de mau prognóstico neste contexto é a (d).

    Gabarito: d
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