Matheus Fernandes
EQUIPE
20/09/2026 • 10:01
Vamos falar um pouco sobre imunobiológicos usados no tratamento da asma e suas contraindicações, para entender melhor a questão. A asma pode ser tratada com diferentes imunobiológicos que atuam em diversas vias inflamatórias, especialmente aquelas relacionadas a eosinófilos e imunoglobulina E (IgE). Alguns desses imunobiológicos estarão contraindicados em certas condições clínicas como a síndrome hipereosinofílica e a granulomatose eosinofílica com poliangite, que são doenças que envolvem uma alta contagem de eosinófilos e inflamação sistêmica.
O omalizumabe atua bloqueando a IgE, e é indicado para asma alérgica. O mepolizumabe é um anticorpo anti-IL-5, que reduz a quantidade de eosinófilos e tem uso aprovado em asma eosinofílica e também na granulomatose eosinofílica com poliangite, justamente porque ajuda a controlar a eosinofilia. O dupilumabe age contra o receptor da IL-4 e IL-13 e é usado em asma eosinofílica, enquanto o tezepelumab atua inibindo a TSLP (proteína de ativação de células epiteliais) e é uma opção nova para asma grave.
Dentre esses, o omalizumabe tem alerta para possíveis reações e não é usado diretamente em casos com grande eosinofilia, mas não é contraindicado especificamente para síndrome hipereosinofílica ou granulomatose eosinofílica. Já o dupilumabe, em raros casos, pode causar aumento da eosinofilia, e sua utilização requer cautela quando há suspeita de síndromes hipereosinofílicas, uma vez que pode agravar o quadro.
O mepolizumabe, por outro lado, é indicado para tratar a granulomatose eosinofílica com poliangite, sendo, portanto, não contraindicado.
O tezepelumab ainda está em estágio mais inicial de uso, sem contraindicações claras para essas síndromes.
Portanto, o imunobiológico contraindicado na possibilidade de síndrome hipereosinofílica ou granulomatose eosinofílica com poliangite é o dupilumabe.
O omalizumabe atua bloqueando a IgE, e é indicado para asma alérgica. O mepolizumabe é um anticorpo anti-IL-5, que reduz a quantidade de eosinófilos e tem uso aprovado em asma eosinofílica e também na granulomatose eosinofílica com poliangite, justamente porque ajuda a controlar a eosinofilia. O dupilumabe age contra o receptor da IL-4 e IL-13 e é usado em asma eosinofílica, enquanto o tezepelumab atua inibindo a TSLP (proteína de ativação de células epiteliais) e é uma opção nova para asma grave.
Dentre esses, o omalizumabe tem alerta para possíveis reações e não é usado diretamente em casos com grande eosinofilia, mas não é contraindicado especificamente para síndrome hipereosinofílica ou granulomatose eosinofílica. Já o dupilumabe, em raros casos, pode causar aumento da eosinofilia, e sua utilização requer cautela quando há suspeita de síndromes hipereosinofílicas, uma vez que pode agravar o quadro.
O mepolizumabe, por outro lado, é indicado para tratar a granulomatose eosinofílica com poliangite, sendo, portanto, não contraindicado.
O tezepelumab ainda está em estágio mais inicial de uso, sem contraindicações claras para essas síndromes.
Portanto, o imunobiológico contraindicado na possibilidade de síndrome hipereosinofílica ou granulomatose eosinofílica com poliangite é o dupilumabe.