David Castilho
EQUIPE
20/09/2026 • 09:02
Vamos falar sobre diverticulite complicada e seu manejo, que é o tema central dessa questão. A paciente apresenta sinais clássicos de diverticulite com abscesso (coleção pélvica de 2 cm), sintomatologia local e alterações laboratoriais típicas.
Na classificação de Hinchey, abscessos menores que 4 cm em diverticulite geralmente são tratados de forma conservadora com antibióticos, enquanto abscessos maiores que 4 cm podem requerer drenagem percutânea, porque o risco de falha do tratamento clínico é maior.
A paciente tem uma coleção de 2 cm, que é pequena, e está clinicamente estável, sem sinais de peritonite ou sepse grave. Portanto, a conduta inicial recomenda tratamento clínico, com antibióticos e suporte, sem necessidade imediata de drenagem.
Além disso, ressecção cirúrgica numa segunda crise e sem complicações graves não é rotina – cirurgia é reservada para casos recorrentes ou complicações graves.
Quanto à colonoscopia, não se realiza colonoscopia durante a fase aguda da diverticulite devido ao risco de perfuração. Ela é feita posteriormente, para excluir neoplasias e outras causas, mas não nesta internação inicial.
Portanto, a alternativa que diz que em caso de falha do tratamento clínico (conservador) a cirurgia pode ser uma opção segura está correta, pois condutas invasivas mais agressivas não são indicadas imediatamente quando o abscesso é pequeno e paciente está estável.
Gabarito: d
Na classificação de Hinchey, abscessos menores que 4 cm em diverticulite geralmente são tratados de forma conservadora com antibióticos, enquanto abscessos maiores que 4 cm podem requerer drenagem percutânea, porque o risco de falha do tratamento clínico é maior.
A paciente tem uma coleção de 2 cm, que é pequena, e está clinicamente estável, sem sinais de peritonite ou sepse grave. Portanto, a conduta inicial recomenda tratamento clínico, com antibióticos e suporte, sem necessidade imediata de drenagem.
Além disso, ressecção cirúrgica numa segunda crise e sem complicações graves não é rotina – cirurgia é reservada para casos recorrentes ou complicações graves.
Quanto à colonoscopia, não se realiza colonoscopia durante a fase aguda da diverticulite devido ao risco de perfuração. Ela é feita posteriormente, para excluir neoplasias e outras causas, mas não nesta internação inicial.
Portanto, a alternativa que diz que em caso de falha do tratamento clínico (conservador) a cirurgia pode ser uma opção segura está correta, pois condutas invasivas mais agressivas não são indicadas imediatamente quando o abscesso é pequeno e paciente está estável.
Gabarito: d