Paciente do sexo feminino, 46 anos, previamente hígida e história de divertic...

Paciente do sexo feminino, 46 anos, previamente hígida e história de diverticulite aguda não complicada há cerca de 2 anos, comparece ao pronto atendimento com relato de dor abdominal em andar infe...


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Paciente do sexo feminino, 46 anos, previamente hígida e história de diverticulite aguda não complicada há cerca de 2 anos, comparece ao pronto atendimento com relato de dor abdominal em andar inferior, maior intensidade em fossa ilíaca esquerda, disúria e com evolução há cerca de 48 horas. À avaliação imediata, apresenta bom estado geral, afebril, com dor à palpação profunda da região suprapúbica e fossa ilíaca esquerda, sem sinais de irritação peritoneal. Exames laboratoriais demonstraram leucocitose, elevação de PCR, exame de urina com leucocitúria, porém sem identificação de microorganismos ao gram de gota. Tomografia de abdome revelou espessamento parietal do cólon sigmoide distal, associado a diversos divertículos, e coleção pélvica com realce periférico de contraste, medindo cerca de 2cm em seu maior diâmetro e cerca de 50ml de volume, sem sinais de líquido livre ou pneumoperitônio. Assinale a conduta mais indicada para esse caso clínico.
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  • David Castilho
    David Castilho EQUIPE
    20/09/2026 • 09:02
    Vamos falar sobre diverticulite complicada e seu manejo, que é o tema central dessa questão. A paciente apresenta sinais clássicos de diverticulite com abscesso (coleção pélvica de 2 cm), sintomatologia local e alterações laboratoriais típicas.

    Na classificação de Hinchey, abscessos menores que 4 cm em diverticulite geralmente são tratados de forma conservadora com antibióticos, enquanto abscessos maiores que 4 cm podem requerer drenagem percutânea, porque o risco de falha do tratamento clínico é maior.

    A paciente tem uma coleção de 2 cm, que é pequena, e está clinicamente estável, sem sinais de peritonite ou sepse grave. Portanto, a conduta inicial recomenda tratamento clínico, com antibióticos e suporte, sem necessidade imediata de drenagem.

    Além disso, ressecção cirúrgica numa segunda crise e sem complicações graves não é rotina – cirurgia é reservada para casos recorrentes ou complicações graves.

    Quanto à colonoscopia, não se realiza colonoscopia durante a fase aguda da diverticulite devido ao risco de perfuração. Ela é feita posteriormente, para excluir neoplasias e outras causas, mas não nesta internação inicial.

    Portanto, a alternativa que diz que em caso de falha do tratamento clínico (conservador) a cirurgia pode ser uma opção segura está correta, pois condutas invasivas mais agressivas não são indicadas imediatamente quando o abscesso é pequeno e paciente está estável.

    Gabarito: d
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