Paciente do sexo masculino, 38 anos, tabagista, obeso, diabético, com históri...

Paciente do sexo masculino, 38 anos, tabagista, obeso, diabético, com história de tratamento cirúrgico de fístula anal há cerca de 1 ano, comparece ao consultório com dor anal, abaulamento, endurec...


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Paciente do sexo masculino, 38 anos, tabagista, obeso, diabético, com história de tratamento cirúrgico de fístula anal há cerca de 1 ano, comparece ao consultório com dor anal, abaulamento, endurecimento da região perianal e secreção purulenta local há aproximadamente 24h. Ao exame, apresenta orifício externo distando cerca de 5cm do ânus, em topografia antero-lateral direita com drenagem purulenta em pequena quantidade; ao toque observa-se área endurada e com abaulamento local na parede lateral direita e anterior do canal anal, sem aparentes orifício internos identificáveis. Qual das condutas abaixo é a mais indicada?
Analisando...
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  • Equipe Gabarite
    Equipe Gabarite EQUIPE
    20/09/2026 • 09:02
    Esta questão aborda o manejo clínico de um abscesso anal, que é uma condição comum na prática médica relacionada ao trato anorretal. O paciente apresenta sinais clássicos de abscesso perianal, como dor local, abaulamento, endurecimento da região, e drenagem purulenta por um orifício externo distante do ânus. Além disso, ele tem fatores de risco como diabetes e obesidade, que podem complicar o quadro e aumentar o risco de infecção e cicatrizes.

    Quando um abscesso anal drena espontaneamente, como neste caso, o tratamento inicial inclui higiene local e, frequentemente, antibióticos, especialmente em pacientes com comorbidades. A ressonância magnética não é considerada exame obrigatório de emergência para todos os casos, sendo reservada para situações mais complexas ou quando há dúvida diagnóstica. O exame sob analgesia (toque e inspeção detalhada) é importante para identificar a presença de fístula, que é uma complicação comum do abscesso anal.

    Se houver fístula associada e for identificada no momento da drenagem, pode-se realizar uma curetagem do trajeto e colocar um seton frouxo para manter o caminho aberto e permitir a drenagem contínua, prevenindo a recorrência do abscesso. Esta abordagem cirúrgica é preferível para casos que apresentam fístulas.

    Analisando as alternativas, a letra A sugere manejo conservador apenas com banhos e antibióticos após drenagem espontânea, mas geralmente é necessário intervenção cirúrgica para evitar complicações e recidivas. A letra B sugere ressonância magnética de emergência, o que não é imprescindível com dados clínicos claros. A alternativa C fala em procedimento cirúrgico definitivo no exame sob anestesia, o que pode ser arriscado sem uma adequada avaliação e planejamento. A alternativa D propõe exame sob analgesia para drenagem do abscesso, e se identificar fístula, curetagem e seton, que é a abordagem mais indicada e alinhada com a prática clínica atual.

    Portanto, a melhor conduta, considerando o quadro e o manejo do abscesso anal com possível fístula, está expressa na alternativa D.
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