Paciente do sexo masculino, de 72 anos de idade, com diagnóstico de adenocarc...

Paciente do sexo masculino, de 72 anos de idade, com diagnóstico de adenocarcinoma de reto médio, atualmente em tratamento neoadjuvante com radio e quimioterapia, especificamente na 5ª sessão de 25...


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Paciente do sexo masculino, de 72 anos de idade, com diagnóstico de adenocarcinoma de reto médio, atualmente em tratamento neoadjuvante com radio e quimioterapia, especificamente na 5ª sessão de 25 previstas, foi admitido ao pronto atendimento com quadro de parada de eliminação de flatos e fezes, dor, distensão abdominal e vômitos incoercíveis. Submetido à tomografia de abdome com achado de lesão estenosante ao nível da reflexão peritoneal do reto, com grande distensão do cólon à montante, ceco com diâmetro transverso de 15cm, sem distensão de intestino delgado, líquido livre ou pneumoperitôneo. A respeito do quadro citado, assinale a alternativa com a melhor conduta.
Analisando...
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  • Ingrid Nunes
    Ingrid Nunes EQUIPE
    20/09/2026 • 08:01
    Essa questão aborda o manejo de uma obstrução intestinal causada por adenocarcinoma de reto em um paciente em tratamento neoadjuvante. O quadro clínico apresentado (parada de eliminação de flatos e fezes, dor, distensão abdominal, vômitos incoercíveis) junto aos achados da tomografia (lesão estenosante no reto, grande distensão do cólon à montante, ceco dilatado) indicam uma obstrução colônica alta, provavelmente pelo tumor.

    É importante lembrar que a distensão do ceco acima de 12 cm é uma situação de risco para perfuração, e caracteriza uma urgência cirúrgica, já que o ceco, por possuir uma parede mais fina, sofre risco aumentado de ruptura com o aumento da pressão intraluminal. No entanto, a realização de uma proctocolectomia total e ileostomia terminal (opção c) é uma cirurgia muito extensa para um paciente idoso e debilitado, além de não ser o padrão imediato dessa situação.

    A opção a sugere ileostomia em alça para desvio do trânsito intestinal, o que pode ser uma conduta para desobstrução temporária, mas geralmente, nos casos de obstrução alta com risco iminente de perfuração, pode não ser suficiente como primeira intervenção.

    Quanto à alternativa b, o uso de enemas com corticoide e tratamento conservador não é recomendado para obstrução intestinal completa, pois pode atrasar a cirurgia e aumentar o risco de complicações graves.

    A alternativa d menciona o uso de stent luminal por colonoscopia como opção em casos selecionados. De fato, o stent pode aliviar a obstrução como uma ponte para cirurgia, especialmente em pacientes que necessitam de tempo para otimização pré-operatória ou para neoadjuvância, embora não seja a primeira escolha devido ao risco de perfuração e preocupações oncológicas.

    Portanto, a alternativa que melhor reflete a conduta adequada, consciente dos riscos e limitações do stent, é a d.

    Gabarito: d.
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