Ingrid Nunes
EQUIPE
20/09/2026 • 08:01
Essa questão aborda o manejo de uma obstrução intestinal causada por adenocarcinoma de reto em um paciente em tratamento neoadjuvante. O quadro clínico apresentado (parada de eliminação de flatos e fezes, dor, distensão abdominal, vômitos incoercíveis) junto aos achados da tomografia (lesão estenosante no reto, grande distensão do cólon à montante, ceco dilatado) indicam uma obstrução colônica alta, provavelmente pelo tumor.
É importante lembrar que a distensão do ceco acima de 12 cm é uma situação de risco para perfuração, e caracteriza uma urgência cirúrgica, já que o ceco, por possuir uma parede mais fina, sofre risco aumentado de ruptura com o aumento da pressão intraluminal. No entanto, a realização de uma proctocolectomia total e ileostomia terminal (opção c) é uma cirurgia muito extensa para um paciente idoso e debilitado, além de não ser o padrão imediato dessa situação.
A opção a sugere ileostomia em alça para desvio do trânsito intestinal, o que pode ser uma conduta para desobstrução temporária, mas geralmente, nos casos de obstrução alta com risco iminente de perfuração, pode não ser suficiente como primeira intervenção.
Quanto à alternativa b, o uso de enemas com corticoide e tratamento conservador não é recomendado para obstrução intestinal completa, pois pode atrasar a cirurgia e aumentar o risco de complicações graves.
A alternativa d menciona o uso de stent luminal por colonoscopia como opção em casos selecionados. De fato, o stent pode aliviar a obstrução como uma ponte para cirurgia, especialmente em pacientes que necessitam de tempo para otimização pré-operatória ou para neoadjuvância, embora não seja a primeira escolha devido ao risco de perfuração e preocupações oncológicas.
Portanto, a alternativa que melhor reflete a conduta adequada, consciente dos riscos e limitações do stent, é a d.
Gabarito: d.
É importante lembrar que a distensão do ceco acima de 12 cm é uma situação de risco para perfuração, e caracteriza uma urgência cirúrgica, já que o ceco, por possuir uma parede mais fina, sofre risco aumentado de ruptura com o aumento da pressão intraluminal. No entanto, a realização de uma proctocolectomia total e ileostomia terminal (opção c) é uma cirurgia muito extensa para um paciente idoso e debilitado, além de não ser o padrão imediato dessa situação.
A opção a sugere ileostomia em alça para desvio do trânsito intestinal, o que pode ser uma conduta para desobstrução temporária, mas geralmente, nos casos de obstrução alta com risco iminente de perfuração, pode não ser suficiente como primeira intervenção.
Quanto à alternativa b, o uso de enemas com corticoide e tratamento conservador não é recomendado para obstrução intestinal completa, pois pode atrasar a cirurgia e aumentar o risco de complicações graves.
A alternativa d menciona o uso de stent luminal por colonoscopia como opção em casos selecionados. De fato, o stent pode aliviar a obstrução como uma ponte para cirurgia, especialmente em pacientes que necessitam de tempo para otimização pré-operatória ou para neoadjuvância, embora não seja a primeira escolha devido ao risco de perfuração e preocupações oncológicas.
Portanto, a alternativa que melhor reflete a conduta adequada, consciente dos riscos e limitações do stent, é a d.
Gabarito: d.