Paciente do sexo feminino, 45 anos, professora, queixa-se de disfonia progres...

Paciente do sexo feminino, 45 anos, professora, queixa-se de disfonia progressiva há meses, que piora ao final do dia. Nega tabagismo. Videolaringoscopia demonstra lesão arredondada, bem delimitada...


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Paciente do sexo feminino, 45 anos, professora, queixa-se de disfonia progressiva há meses, que piora ao final do dia. Nega tabagismo. Videolaringoscopia demonstra lesão arredondada, bem delimitada, subepitelial em prega vocal direita, com diminuição da onda mucosa local, com preservação da mobilidade das pregas vocais.

Qual o diagnóstico mais provável e conduta associada?
Analisando...
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  • Equipe Gabarite
    Equipe Gabarite EQUIPE
    20/09/2026 • 06:01
    Essa questão aborda um quadro comum em otorrinolaringologia relacionado a alterações na voz. O paciente apresenta disfonia progressiva, que piora ao longo do dia, o que já indica um problema vocal que pode estar relacionado ao uso excessivo da voz, típico de professores. A videolaringoscopia mostra uma lesão subepitelial, arredondada e bem delimitada na prega vocal, com diminuição da onda mucosa local e mobilidade preservada. Isso sugere que a lesão é benigna e localizada, sem invasão das estruturas profundas nem comprometimento da movimentação das pregas vocais.

    Nódulos vocais são lesões bilaterais que se formam por trauma vocal repetido, principalmente em profissionais da voz, e geralmente melhoram com fonoterapia. Pólipos vocais são lesões unilaterais, frequentemente causados por trauma vocal agudo, e podem necessitar de excisão cirúrgica devido à sua natureza.

    Cistos nas pregas vocais são lesões unilaterais subepiteliais, arredondadas, que causam alteração na onda mucosa da prega vocal — exatamente como descrito. O tratamento inicial costuma ser conservador, com fonoterapia, mas em muitos casos pode ser necessária a microcirurgia, especialmente se não houver melhora.

    O edema de Reinke está relacionado ao tabagismo, o que não é o caso da paciente, além de apresentar um aspecto diferente na laringoscopia.

    Portanto, o diagnóstico mais provável é cisto de prega vocal, e a conduta inicial combina fonoterapia e, se necessário, microcirurgia. A alternativa correta é a letra c.
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