Paciente do sexo feminino, 38 anos, apresenta disfonia há 3 meses, desde tire...

Paciente do sexo feminino, 38 anos, apresenta disfonia há 3 meses, desde tireoidectomia total. Relata voz soprosa e fadiga vocal ao longo do dia. A videolaringoscopia evidencia paralisia de prega v...


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Paciente do sexo feminino, 38 anos, apresenta disfonia há 3 meses, desde tireoidectomia total. Relata voz soprosa e fadiga vocal ao longo do dia. A videolaringoscopia evidencia paralisia de prega vocal direita em posição paramediana, com fenda glótica durante fonação. A eletromiografia laríngea demonstra potenciais de reinervação em evolução. Não há episódios de aspiração.

Qual a melhor conduta nesse caso?
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  • Equipe Gabarite
    Equipe Gabarite EQUIPE
    20/09/2026 • 06:01
    Essa questão traz um cenário bastante comum em otorrinolaringologia: um paciente com paralisia de prega vocal após cirurgia de tireoide. O paciente relata disfonia (voz soprosa e fadiga vocal) e a videolaringoscopia mostra paralisia da prega vocal direita em posição paramediana, com fenda glótica na fonacão. Isso indica que a prega está imóvel, mas em posição que ainda permite alguma aproximação das pregas vocais.

    Um detalhe importante é que a eletromiografia laríngea demonstra potenciais de reinervação em evolução, ou seja, existe uma expectativa de recuperação nervosa. Além disso, não há episódios de aspiração, o que indica que a proteção das vias aéreas está razoavelmente preservada.

    Diante disso, a melhor conduta nesse momento não é partir para uma cirurgia definitiva, como a tireoplastia tipo I, que busca medializar permanentemente a prega vocal paralisada para melhorar a voz e evitar aspiração. Essa indicação fica reservada para casos sem expectativa de melhora neurológica.

    O melhor é optar pela injeção intracordal com material absorvível, que promove uma medialização temporária da prega vocal, melhora a voz e permite manutenção das vias aéreas enquanto o nervo tenta se regenerar, o que parece já estar ocorrendo.

    Tireoplastias tipo II e IV não são indicadas para esse quadro específico. A tipo II visa ampliar a glote, mais usada para estenoses, e a tipo IV é pouco comum, relacionada a outras indicações.

    Portanto, a conduta mais adequada, considerando a reinervação em evolução e a ausência de aspiração, é a injeção intracordal com material absorvível.
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