Paciente, sexo masculino, 68 anos, tabagista pesado, apresenta em tomografia ...

Paciente, sexo masculino, 68 anos, tabagista pesado, apresenta em tomografia computadorizada de tórax massa pulmonar periférica de 4,0 cm em lobo superior direito, associada a linfonodomegalias med...


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Paciente, sexo masculino, 68 anos, tabagista pesado, apresenta em tomografia computadorizada de tórax massa pulmonar periférica de 4,0 cm em lobo superior direito, associada a linfonodomegalias mediastinais ipsilaterais e infracarinais. O Performance Status é preservado e não há evidências de metástases à distância.
Considerando o manejo oncológico padrão, qual é a conduta imperativa para a definição da estratégia terapêutica?
Analisando...
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  • Equipe Gabarite
    Equipe Gabarite EQUIPE
    20/09/2026 • 04:01
    Nesta questão, estamos diante de um paciente idoso, tabagista, com massa pulmonar periférica e linfonodomegalias mediastinais ipsilaterais, sem metástases à distância e com bom Performance Status. O principal tema aqui é o manejo diagnóstico e terapêutico do câncer de pulmão em estágio inicial/intermediário, mais especificamente abordando a importância da avaliação do mediastino para o estadiamento correto.

    No contexto do câncer de pulmão, o estadiamento é fundamental para planejar a melhor abordagem terapêutica. A presença de linfonodos aumentados no mediastino sugere acometimento ganglionar, que pode modificar o estágio da doença e, consequentemente, a estratégia de tratamento.

    A alternativa (a) indica quimioterapia baseada em platina imediatamente, mas isso é precoce sem confirmar o estadiamento ganglionar. Já a (c) propõe intervenção cirúrgica direta, que só é indicada após estadiamento adequado, para saber se o paciente é candidato à cirurgia.

    A alternativa (d), observação clínica, não é adequada no cenário de suspeita forte de malignidade e linfonodos aumentados, pois o delay de diagnóstico e tratamento pode prejudicar o prognóstico.

    A conduta padrão e recomendada em casos com suspeita de acometimento mediastinal é a avaliação patológica invasiva dos linfonodos, preferencialmente com técnicas minimamente invasivas como a EBUS, ou ainda mediastinoscopia se necessário. Essa avaliação confirmará ou não a presença de metástases nos linfonodos mediastinais e definirá se o paciente deve ser submetido a cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou combinação.

    Portanto, a resposta correta é a alternativa (b) Realizar avaliação patológica mediastinal invasiva, preferencialmente por EBUS ou mediastinoscopia.
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