Paciente, sexo masculino, de 67 anos, submetido à prostatectomia radical por ...

Paciente, sexo masculino, de 67 anos, submetido à prostatectomia radical por adenocarcinoma de próstata de risco intermediário desfavorável, manteve níveis de PSA indetectáveis por dois anos. Em co...


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Paciente, sexo masculino, de 67 anos, submetido à prostatectomia radical por adenocarcinoma de próstata de risco intermediário desfavorável, manteve níveis de PSA indetectáveis por dois anos. Em consultas de seguimento recentes, apresenta elevação progressiva do marcador (PSA), com valores sucessivos acima de 0,2 ng/mL. A avaliação por métodos de imagem convencional (Tomografia e Cintilografia Óssea) não evidenciou focos de doença à distância (M0).
O quadro clínico descrito caracteriza:
Analisando...
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  • Matheus Fernandes
    Matheus Fernandes EQUIPE
    20/09/2026 • 04:01
    Vamos falar um pouco sobre o acompanhamento do câncer de próstata após a cirurgia. Depois da prostatectomia radical, que é a retirada completa da próstata, o objetivo é que o PSA, que é o marcador tumoral, fique o mais baixo possível, preferencialmente indetectável. Valores de PSA indetectáveis indicam que a cirurgia foi eficaz e que não há doença aparente.

    No caso da questão, o paciente ficou com PSA indetectável por dois anos, mas depois o PSA começou a subir progressivamente, com valores repetidos acima de 0,2 ng/mL. Isso é importante porque, na prática clínica, a elevação do PSA após prostatectomia radical, com níveis acima de 0,2 ng/mL confirmados em mais de uma dosagem, caracteriza a chamada recidiva bioquímica. Ou seja, o câncer pode ter retornado, mesmo que as imagens tradicionais (tomografia, cintilografia) não mostrem metástases.

    A opção a fala em persistência de PSA, que ocorre quando o PSA permanece detectável logo após a cirurgia, o que não é o caso aqui, já que o paciente teve PSA indetectável por dois anos. A opção c fala em câncer de próstata resistente à castração, que é um outro cenário, geralmente relacionado a terapias hormonais, não explícito aqui. A opção d menciona PSA acima de 10 ng/mL, o que não corresponde ao valor do paciente.

    Portanto, a elevação progressiva do PSA acima de 0,2 ng/mL após prostatectomia radical, com imagens negativas para metástase, caracteriza recidiva bioquímica pós-prostatectomia radical.
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