Paciente com diagnóstico de adenocarcinoma de pulmão metastático, portador de...

Paciente com diagnóstico de adenocarcinoma de pulmão metastático, portador de mutação sensibilizante do EGFR (Exon 19 del), apresentou excelente resposta inicial ao tratamento com Erlotinibe, mante...


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Paciente com diagnóstico de adenocarcinoma de pulmão metastático, portador de mutação sensibilizante do EGFR (Exon 19 del), apresentou excelente resposta inicial ao tratamento com Erlotinibe, mantendo controle da doença por 14 meses. Recentemente, evoluiu com progressão radiológica em múltiplas lesões pulmonares. Re-biópsia tecidual, identificou a presença da mutação de resistência T790M no éxon 20 do gene EGFR.
Diante desse cenário, qual é a conduta terapêutica de segunda linha mais adequada?
Analisando...
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  • Camila Duarte
    Camila Duarte EQUIPE
    20/09/2026 • 04:01
    Vamos falar sobre tratamento do câncer de pulmão com mutações no gene EGFR, que é um tema bem relevante na oncologia. Os adenocarcinomas de pulmão com mutações ativadoras no EGFR, como a deleção no éxon 19, geralmente respondem bem a inibidores de tirosina-quinase (TKIs) de primeira geração, como Erlotinibe. No entanto, com o tempo, a maioria dos pacientes desenvolve resistência ao tratamento, muitas vezes associada à mutação T790M no éxon 20 do EGFR.

    Quando essa mutação de resistência T790M é identificada na re-biópsia após progressão da doença, a conduta aprovada e recomendada é o uso de inibidores de terceira geração, especificamente projetados para contornar essa resistência, como o Osimertinibe. Esses medicamentos conseguem inibir a mutação T790M de forma mais eficaz e são considerados o padrão de cuidado nessa situação.

    A quimioterapia baseada em platina ainda é utilizada, mas atualmente é reservada para pacientes que não apresentam a mutação T790M após falha dos TKIs de primeira geração. A imunoterapia isolada com anti-PD-L1 tem eficácia limitada em tumores com mutação EGFR e não é a escolha ideal nesse contexto. Manter o mesmo TKI de primeira geração com radioterapia não é a abordagem correta diante da mutação de resistência confirmada.

    Portanto, a conduta terapêutica de segunda linha mais adequada para um paciente com mutação T790M após falha do Erlotinibe é trocar para um inibidor de tirosina-quinase de terceira geração.
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