Camila Duarte
EQUIPE
20/09/2026 • 04:01
Vamos falar sobre tratamento do câncer de pulmão com mutações no gene EGFR, que é um tema bem relevante na oncologia. Os adenocarcinomas de pulmão com mutações ativadoras no EGFR, como a deleção no éxon 19, geralmente respondem bem a inibidores de tirosina-quinase (TKIs) de primeira geração, como Erlotinibe. No entanto, com o tempo, a maioria dos pacientes desenvolve resistência ao tratamento, muitas vezes associada à mutação T790M no éxon 20 do EGFR.
Quando essa mutação de resistência T790M é identificada na re-biópsia após progressão da doença, a conduta aprovada e recomendada é o uso de inibidores de terceira geração, especificamente projetados para contornar essa resistência, como o Osimertinibe. Esses medicamentos conseguem inibir a mutação T790M de forma mais eficaz e são considerados o padrão de cuidado nessa situação.
A quimioterapia baseada em platina ainda é utilizada, mas atualmente é reservada para pacientes que não apresentam a mutação T790M após falha dos TKIs de primeira geração. A imunoterapia isolada com anti-PD-L1 tem eficácia limitada em tumores com mutação EGFR e não é a escolha ideal nesse contexto. Manter o mesmo TKI de primeira geração com radioterapia não é a abordagem correta diante da mutação de resistência confirmada.
Portanto, a conduta terapêutica de segunda linha mais adequada para um paciente com mutação T790M após falha do Erlotinibe é trocar para um inibidor de tirosina-quinase de terceira geração.
Quando essa mutação de resistência T790M é identificada na re-biópsia após progressão da doença, a conduta aprovada e recomendada é o uso de inibidores de terceira geração, especificamente projetados para contornar essa resistência, como o Osimertinibe. Esses medicamentos conseguem inibir a mutação T790M de forma mais eficaz e são considerados o padrão de cuidado nessa situação.
A quimioterapia baseada em platina ainda é utilizada, mas atualmente é reservada para pacientes que não apresentam a mutação T790M após falha dos TKIs de primeira geração. A imunoterapia isolada com anti-PD-L1 tem eficácia limitada em tumores com mutação EGFR e não é a escolha ideal nesse contexto. Manter o mesmo TKI de primeira geração com radioterapia não é a abordagem correta diante da mutação de resistência confirmada.
Portanto, a conduta terapêutica de segunda linha mais adequada para um paciente com mutação T790M após falha do Erlotinibe é trocar para um inibidor de tirosina-quinase de terceira geração.