Paciente de 59 anos, apresentando episódios de dor torácica atípica intermite...

Paciente de 59 anos, apresentando episódios de dor torácica atípica intermitente. Exames realizados: ● Teste ergométrico (esteira): finalizada no estágio 8; apresentando dor torácica atípica ...


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Paciente de 59 anos, apresentando episódios de dor torácica atípica intermitente. Exames realizados:
● Teste ergométrico (esteira): finalizada no estágio 8; apresentando dor torácica atípica no pico, com redução de ST de 1mm em V5–V6 (horizontal) no esforço máximo; pressão arterial e frequência adequadas.
● MAPA 24h: média pressórica 24h de 138/86 mmHg; perfil noturno com queda <10% (nocturnal non-dipper).
● Holter 24h: episódios de taquicardia supraventricular não sustentada (6–8 batimentos), numerosas extrasístoles ventriculares isoladas (1,5% do total), sem pausas significativas.
● Cintilografia miocárdica de perfusão (SPECT) com estresse farmacológico: defeito reversível moderado em território anterior envolvendo aproximadamente 12% da massa miocárdica.
● Angiotomografia coronariana (AngioTC): aterosclerose coronariana com calcificação moderada, estenose de aproximadamente 65% no terço médio da DA; FFR-CT: 0,81.
● Ecocardiograma transtorácico: FEVE 54%, sem valvopatias significativas; RMC (ressonância) prévia: ausência de realce tardio de contraste (LGE negativo).
Com base nesses achados integrados, qual interpretação diagnóstica e estratégia terapêutica é a mais adequada?
Analisando...
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  • Equipe Gabarite
    Equipe Gabarite EQUIPE
    20/09/2026 • 03:01
    Essa questão aborda a avaliação e manejo de um paciente com dor torácica atípica e evidências de doença arterial coronariana (DAC) obtidas por diversos exames complementares.

    Primeiro, temos o teste ergométrico com dor e redução de ST durante esforço, sugerindo isquemia. A cintilografia mostra um defeito reversível moderado, indicando isquemia viável em cerca de 12% do miocárdio, o que é clínicamente relevante. A angiotomografia revela estenose de 65% na artéria descendente anterior (DA) e calcificação moderada; porém, o FFR-CT é 0,81, valor considerado marginal (geralmente o corte é 0,80 para isquemia significativa).

    O Holter indica arritmias leves, e o MAPA mostra perfil não-dipper, que é um fator de risco cardiovascular, mas não justifica, por si só, não investigar a doença coronariana.

    No conjunto, o paciente apresenta evidência de isquemia moderada, mas com FFR-CT marginal. A conduta atual, segundo as diretrizes, é manejo conservador, com otimização do tratamento medicamentoso (estatinas, antiagregantes, betabloqueadores, IECA ou nitratos) e considerar um exame funcional invasivo, como o FFR invasivo, caso os sintomas persistam e haja dúvida diagnóstica.

    Portanto, a alternativa que melhor reflete essa abordagem é a letra c). As outras opções apresentam erros: a) exagera na indicação de intervenção invasiva, b) ignora a necessidade de investigação coronariana e restrige o foco apenas às arritmias e pressão, d) incorretamente descarta a doença isquêmica.

    Gabarito: c
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