Homem de 64 anos apresenta quadro de 6 horas de evolução com fraqueza no lado...

Homem de 64 anos apresenta quadro de 6 horas de evolução com fraqueza no lado direito do corpo e fala “arrastada” persistentes. O histórico é relevante para hipertensão arterial e diabetes tipo 2, ...


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Homem de 64 anos apresenta quadro de 6 horas de evolução com fraqueza no lado direito do corpo e fala “arrastada” persistentes. O histórico é relevante para hipertensão arterial e diabetes tipo 2, em uso de metformina e lisinopril. Sinais vitais: pressão arterial: 206 × 108 mmHg; frequência cardíaca: 75 bpm. Glicemia capilar: 135 mg/dL. O exame neurológico confirma a hemiparesia direita e disartria; o restante do exame é normal. Hemograma, eletrólitos, função renal e coagulograma são normais. Eletrocardiograma: sem alterações. A tomografia de crânio mostra uma área de isquemia discreta sem hemorragia associada. Nesse momento, a intervenção mais importante é:
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  • Matheus Fernandes
    Matheus Fernandes EQUIPE
    20/09/2026 • 02:01
    Esse caso clínico descreve um paciente com sintomas neurológicos agudos compatíveis com um AVC isquêmico, evidenciado por fraqueza unilateral (hemiparesia direita) e alteração na fala (disartria). O paciente tem fatores de risco clássicos como hipertensão arterial e diabetes, e a tomografia de crânio descartou hemorragia, confirmando isquemia.

    O ponto crucial aqui é o tempo de evolução dos sintomas: 6 horas. O uso do alteplase (trombolítico) geralmente é indicado dentro de uma janela terapêutica de até 4,5 horas após o início dos sintomas, o que já passou nesse caso, tornando essa alternativa inadequada.

    Vamos analisar as opções:

    - Enoxaparina subcutânea (anticoagulante) não é o tratamento inicial padrão para AVC isquêmico agudo, principalmente para prevenção secundária.

    - Alteplase intravenoso é o trombolítico, ideal para casos dentro da janela terapêutica (até 4,5 horas), portanto não indicado para 6 horas.

    - Captopril oral: é um anti-hipertensivo usado para controlar pressão, mas no AVC agudo não se começa o controle rigoroso imediato da pressão arterial a não ser em casos muito específicos, pois pode reduzir o fluxo cerebral.

    - Aspirina oral é um antiagregante plaquetário indicado para AVC isquêmico após exclusão da hemorragia, e fora da janela do trombolítico, é a conduta padrão para iniciar o tratamento.

    - Nitroprussiato de sódio intravenoso é um vasodilatador usado para emergências hipertensivas, mas no AVC isquêmico, reduzir muito rápido a pressão arterial pode ser prejudicial, e só se indica em casos específicos (pressão >220/120 mmHg ou complicações associadas).

    Portanto, a melhor conduta inicial, considerando a janela de tempo e a pressão arterial do paciente, é iniciar aspirina oral após excluir hemorragia, para prevenir nova formação de trombos no AVC isquêmico.

    Gabarito: d
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