Ingrid Nunes
EQUIPE
20/09/2026 • 02:01
Vamos entender o cenário passo a passo. O paciente em questão está em tratamento com interferon alfa para hepatite C crônica.
O interferon alfa é conhecido por causar efeitos colaterais que envolvem a tireoide, entre os quais tireoidite e disfunções tireoidianas, podendo resultar em quadros de hipertireoidismo ou hipotireoidismo. Aqui, após três meses de tratamento, o paciente apresenta sintomas típicos de hipertireoidismo: palpitações, tremores, perda de peso e taquicardia (108 bpm). Os exames confirmam isso: TSH muito baixo (<0,01 mU/L), T4-livre elevado (2,4 ng/dL), e anticorpos anti-TPO bastante elevados, o que indica uma tireoidite autoimune.
A captação de iodo radioativo está muito baixa (0,4%), o que sugere que a tireoide não está ativamente sintetizando hormônio. Isso é comum em casos de tireoidite, em que o excesso de hormônio na circulação é devido à liberação do que já está armazenado, e não ao aumento de síntese.
Dessa forma, o tratamento específico com antitireoidianos como metimazol ou propiltiouracil não é indicado, pois eles atuam inibindo a produção de hormônios, mas aqui a produção está baixa. O uso de corticoide pode ser indicado em certos casos de tireoidite, mas a primeira abordagem costuma ser o controle dos sintomas, principalmente o quadro de taquicardia e tremores.
O propranolol, um beta-bloqueador, atua controlando estes sintomas adrenérgicos do hipertireoidismo e é indicado como tratamento sintomático neste estágio inicial.
Portanto, a conduta mais imediata e apropriada é a prescrição de propranolol para controle dos sintomas até que a função tireoidiana normalize.
Gabarito: d) propranolol.
O interferon alfa é conhecido por causar efeitos colaterais que envolvem a tireoide, entre os quais tireoidite e disfunções tireoidianas, podendo resultar em quadros de hipertireoidismo ou hipotireoidismo. Aqui, após três meses de tratamento, o paciente apresenta sintomas típicos de hipertireoidismo: palpitações, tremores, perda de peso e taquicardia (108 bpm). Os exames confirmam isso: TSH muito baixo (<0,01 mU/L), T4-livre elevado (2,4 ng/dL), e anticorpos anti-TPO bastante elevados, o que indica uma tireoidite autoimune.
A captação de iodo radioativo está muito baixa (0,4%), o que sugere que a tireoide não está ativamente sintetizando hormônio. Isso é comum em casos de tireoidite, em que o excesso de hormônio na circulação é devido à liberação do que já está armazenado, e não ao aumento de síntese.
Dessa forma, o tratamento específico com antitireoidianos como metimazol ou propiltiouracil não é indicado, pois eles atuam inibindo a produção de hormônios, mas aqui a produção está baixa. O uso de corticoide pode ser indicado em certos casos de tireoidite, mas a primeira abordagem costuma ser o controle dos sintomas, principalmente o quadro de taquicardia e tremores.
O propranolol, um beta-bloqueador, atua controlando estes sintomas adrenérgicos do hipertireoidismo e é indicado como tratamento sintomático neste estágio inicial.
Portanto, a conduta mais imediata e apropriada é a prescrição de propranolol para controle dos sintomas até que a função tireoidiana normalize.
Gabarito: d) propranolol.