Homem de 75 anos com histórico de diabetes mellitus tipo 2 há cerca de 30 ano...

Homem de 75 anos com histórico de diabetes mellitus tipo 2 há cerca de 30 anos é avaliado em consulta de retorno. O histórico também é relevante para doença renal crônica estágio G3b, doença arteri...


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Homem de 75 anos com histórico de diabetes mellitus tipo 2 há cerca de 30 anos é avaliado em consulta de retorno. O histórico também é relevante para doença renal crônica estágio G3b, doença arterial coronariana, fibrilação atrial, hipertensão arterial, dislipidemia, neuropatia diabética e retinopatia diabética leve. O tratamento atual é: insulina glargina (80 UI/dia); metformina (1.000  mg/dia); empagliflozina (25  mg/dia); glipizida (10  mg/dia). Além disso, a semaglutida (1mg/semana) foi iniciada na última consulta. O paciente verifica a glicemia capilar principalmente pela manhã e relata que os valores geralmente ficam entre 180 e 190 mg/dL. O valor atual da hemoglobina glicada (HbA1c) é 7,5%. Ele descreve episódios de suores noturnos, que ocorrem uma vez por semana, e relata ter perdido 6,8 kg desde o início da semaglutida. O IMC atual é 29,5 kg/m2.

Considerando as evidências científicas atuais, a próxima melhor conduta no manejo desse paciente é:
Analisando...
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  • Marcos de Castro
    Marcos de Castro EQUIPE
    20/09/2026 • 02:01
    Essa questão aborda o manejo do diabetes mellitus tipo 2 em um paciente idoso com múltiplas comorbidades, incluindo doença renal crônica, doença arterial coronariana, fibrilação atrial, neuropatia e retinopatia diabética. Ele já faz uso de uma combinação de insulina basal, metformina, empagliflozina, glipizida e semaglutida, e apresenta HbA1c de 7,5%, o que sugere um controle razoável da glicemia, embora ainda acima do ideal para alguns protocolos.

    O paciente relata episódios de suores noturnos, que podem indicar hipoglicemia noturna, principalmente pela associação de insulina com sulfonilureia (glipizida), que é um fator de risco para hipoglicemias. Além disso, embora a HbA1c esteja relativamente estável, seus níveis de glicemia capilar estão elevados pela manhã, o que sugere variações glicêmicas ao longo do dia.

    Dado o uso de glipizida, que tem alto risco de causar hipoglicemia, e os episódios sugestivos de hipoglicemia noturna, a conduta recomendada seria melhorar o monitoramento glicêmico para ajustar melhor a medicação e prevenir eventos adversos graves. A glicemia capilar medida apenas pela manhã não detecta adequadamente flutuações durante o dia e especialmente hipoglicemias noturnas.

    Sendo assim, o monitoramento diagnóstico contínuo da glicose (monitoramento contínuo ou flash) seria a melhor opção para identificar padrões glicêmicos, incluindo hipoglicemias, permitindo um manejo mais seguro e personalizado das medicações, inclusive a possibilidade de ajuste ou retirada da glipizida para reduzir risco de hipoglicemia.

    Portanto, a melhor conduta é a alternativa 'e) realizar monitoramento diagnóstico contínuo da glicose'.
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