Equipe Gabarite
EQUIPE
20/09/2026 • 02:01
Vamos analisar essa questão que apresenta um paciente com hipercalcemia e insuficiência renal crônica. O primeiro passo é entender as possíveis causas de hipercalcemia nesse contexto clínico.
O paciente apresenta níveis elevados de cálcio sérico ajustado e níveis aumentados do hormônio paratireoide (PTH), além de creatinina elevada, indicando provável comprometimento renal. O cálcio urinário está baixo, sugerindo que os rins estão retendo cálcio.
Entre as opções, o uso de ramipril e quetiapina não são causas reconhecidas de hipercalcemia. O mieloma múltiplo pode causar hipercalcemia, geralmente associada a aumento de proteínas totais por paraproteínas, o que não se observa aqui (proteínas totais, albumina normais). Além disso, o PTH estaria baixo ou normal no mieloma, por causa da hipercalcemia pela via não PTH-dependente.
O lítio, bastante indicado no transtorno bipolar, é conhecido por interferir no metabolismo do cálcio ao elevar o limiar do PTH, o que pode levar ao aumento do PTH (micro ou macroadenomas das paratireoides) e, consequentemente, hipercalcemia discreta a moderada, muitas vezes acompanhada de insuficiência renal pela nefropatia por lítio. Essa situação é caracterizada por níveis elevados de PTH e hipercalcemia com baixa cálcio urinário, que indica absorção aumentada renal do cálcio estimulada pelo PTH.
Por último, no hiperparatireoidismo primário típico, o PTH está elevado, mas geralmente o cálcio urinário é normal ou elevado, diferente do quadro apresentado. Além disso, o uso crônico de lítio pode mimetizar ou induzir um quadro de hiperparatireoidismo secundário ou terciário.
Portanto, o quadro apresentado — hipercalcemia, PTH elevado, baixo cálcio urinário e uso crônico de lítio — sugere fortemente que a hipercalcemia tem como causa mais provável o uso do lítio, que promove disfunção da regulação do PTH.
Gabarito: c
O paciente apresenta níveis elevados de cálcio sérico ajustado e níveis aumentados do hormônio paratireoide (PTH), além de creatinina elevada, indicando provável comprometimento renal. O cálcio urinário está baixo, sugerindo que os rins estão retendo cálcio.
Entre as opções, o uso de ramipril e quetiapina não são causas reconhecidas de hipercalcemia. O mieloma múltiplo pode causar hipercalcemia, geralmente associada a aumento de proteínas totais por paraproteínas, o que não se observa aqui (proteínas totais, albumina normais). Além disso, o PTH estaria baixo ou normal no mieloma, por causa da hipercalcemia pela via não PTH-dependente.
O lítio, bastante indicado no transtorno bipolar, é conhecido por interferir no metabolismo do cálcio ao elevar o limiar do PTH, o que pode levar ao aumento do PTH (micro ou macroadenomas das paratireoides) e, consequentemente, hipercalcemia discreta a moderada, muitas vezes acompanhada de insuficiência renal pela nefropatia por lítio. Essa situação é caracterizada por níveis elevados de PTH e hipercalcemia com baixa cálcio urinário, que indica absorção aumentada renal do cálcio estimulada pelo PTH.
Por último, no hiperparatireoidismo primário típico, o PTH está elevado, mas geralmente o cálcio urinário é normal ou elevado, diferente do quadro apresentado. Além disso, o uso crônico de lítio pode mimetizar ou induzir um quadro de hiperparatireoidismo secundário ou terciário.
Portanto, o quadro apresentado — hipercalcemia, PTH elevado, baixo cálcio urinário e uso crônico de lítio — sugere fortemente que a hipercalcemia tem como causa mais provável o uso do lítio, que promove disfunção da regulação do PTH.
Gabarito: c