Equipe Gabarite
EQUIPE
20/09/2026 • 01:01
Essa questão aborda um caso clínico de uma mulher jovem com sangramento menstrual intenso desde a menarca, histórico familiar semelhante, episódios frequentes de epistaxe e tendência a hematomas. Esses sinais apontam para um distúrbio hemorrágico, provavelmente uma doença de sangramento hereditária. Notamos que os exames laboratoriais revelam anemia microcítica (hemoglobina baixa e VCM baixo), mas o tempo de protrombina (TP) e tempo de tromboplastina parcial ativado (TTPa) estão normais, assim como as plaquetas. Isso indica que as vias da coagulação e a contagem plaquetária estão preservadas.
Os distúrbios hemorrágicos associados a sangramento mucocutâneo, como sangramentos nas mucosas (epistaxe, menstruação intensa) e hematomas, geralmente envolvem defeitos nas plaquetas ou na função plaquetária, ou distúrbios das proteínas que auxiliam na adesão plaquetária, como o fator de von Willebrand.
Vamos analisar as alternativas:
a) Fibrinogênio: é uma proteína da cascata de coagulação, mas os tempos TP e TTPa estão normais, o que torna improvável um problema primário no fibrinogênio.
b) Nível de fator XI: a deficiência de fator XI gera sangramento, mas geralmente após trauma ou cirurgia, e não apresenta sangramento mucocutâneo tão frequente desde a menarca.
c) Teste de antiglobulina direta: é usado para detectar anemia hemolítica autoimune, que não é o caso aqui.
d) Tromboelastografia: exame que avalia a hemostasia global, mas não é o exame inicial para diagnóstico específico neste caso.
e) Atividade do cofator da ristocetina: esse teste é usado para diagnosticar a doença de von Willebrand, a qual é caracterizada por sangramentos mucocutâneos, histórico familiar, e apresentações como as descritas na paciente.
Portanto, diante do quadro e dos exames normais para a coagulação convencional, o exame diagnóstico mais apropriado é a avaliação da atividade do cofator da ristocetina, que investiga a doença de von Willebrand.
Gabarito: e
Os distúrbios hemorrágicos associados a sangramento mucocutâneo, como sangramentos nas mucosas (epistaxe, menstruação intensa) e hematomas, geralmente envolvem defeitos nas plaquetas ou na função plaquetária, ou distúrbios das proteínas que auxiliam na adesão plaquetária, como o fator de von Willebrand.
Vamos analisar as alternativas:
a) Fibrinogênio: é uma proteína da cascata de coagulação, mas os tempos TP e TTPa estão normais, o que torna improvável um problema primário no fibrinogênio.
b) Nível de fator XI: a deficiência de fator XI gera sangramento, mas geralmente após trauma ou cirurgia, e não apresenta sangramento mucocutâneo tão frequente desde a menarca.
c) Teste de antiglobulina direta: é usado para detectar anemia hemolítica autoimune, que não é o caso aqui.
d) Tromboelastografia: exame que avalia a hemostasia global, mas não é o exame inicial para diagnóstico específico neste caso.
e) Atividade do cofator da ristocetina: esse teste é usado para diagnosticar a doença de von Willebrand, a qual é caracterizada por sangramentos mucocutâneos, histórico familiar, e apresentações como as descritas na paciente.
Portanto, diante do quadro e dos exames normais para a coagulação convencional, o exame diagnóstico mais apropriado é a avaliação da atividade do cofator da ristocetina, que investiga a doença de von Willebrand.
Gabarito: e