Mulher de 24 anos comparece ao serviço de saúde para um exame de rotina. Ela ...

Mulher de 24 anos comparece ao serviço de saúde para um exame de rotina. Ela relata histórico de sangramento menstrual intenso desde a menarca. Sua mãe apresentou sintomas semelhantes. Após questio...


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Mulher de 24 anos comparece ao serviço de saúde para um exame de rotina. Ela relata histórico de sangramento menstrual intenso desde a menarca. Sua mãe apresentou sintomas semelhantes. Após questionamentos adicionais, ela afirma ter episódios de epistaxe, aproximadamente, a cada 2 semanas, e tendência a apresentar hematomas com facilidade. O exame físico não apresenta alterações. Exames de sangue: hemoglobina: 7,9 g/dL; VCM: 69 fL; leucócitos: 7.250/mm3; plaquetas: 230.000/mm3; tempo de protrombina e de tromboplastina parcial ativado são normais; painel hepático, incluindo bilirrubina, é normal.

Nessas circunstâncias, o exame diagnóstico mais apropriado a ser solicitado é:
Analisando...
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  • Equipe Gabarite
    Equipe Gabarite EQUIPE
    20/09/2026 • 01:01
    Essa questão aborda um caso clínico de uma mulher jovem com sangramento menstrual intenso desde a menarca, histórico familiar semelhante, episódios frequentes de epistaxe e tendência a hematomas. Esses sinais apontam para um distúrbio hemorrágico, provavelmente uma doença de sangramento hereditária. Notamos que os exames laboratoriais revelam anemia microcítica (hemoglobina baixa e VCM baixo), mas o tempo de protrombina (TP) e tempo de tromboplastina parcial ativado (TTPa) estão normais, assim como as plaquetas. Isso indica que as vias da coagulação e a contagem plaquetária estão preservadas.

    Os distúrbios hemorrágicos associados a sangramento mucocutâneo, como sangramentos nas mucosas (epistaxe, menstruação intensa) e hematomas, geralmente envolvem defeitos nas plaquetas ou na função plaquetária, ou distúrbios das proteínas que auxiliam na adesão plaquetária, como o fator de von Willebrand.

    Vamos analisar as alternativas:
    a) Fibrinogênio: é uma proteína da cascata de coagulação, mas os tempos TP e TTPa estão normais, o que torna improvável um problema primário no fibrinogênio.
    b) Nível de fator XI: a deficiência de fator XI gera sangramento, mas geralmente após trauma ou cirurgia, e não apresenta sangramento mucocutâneo tão frequente desde a menarca.
    c) Teste de antiglobulina direta: é usado para detectar anemia hemolítica autoimune, que não é o caso aqui.
    d) Tromboelastografia: exame que avalia a hemostasia global, mas não é o exame inicial para diagnóstico específico neste caso.
    e) Atividade do cofator da ristocetina: esse teste é usado para diagnosticar a doença de von Willebrand, a qual é caracterizada por sangramentos mucocutâneos, histórico familiar, e apresentações como as descritas na paciente.

    Portanto, diante do quadro e dos exames normais para a coagulação convencional, o exame diagnóstico mais apropriado é a avaliação da atividade do cofator da ristocetina, que investiga a doença de von Willebrand.

    Gabarito: e
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