Paciente do sexo feminino, de 58 anos, não tabagista e não etilista, apresent...

Paciente do sexo feminino, de 58 anos, não tabagista e não etilista, apresenta lesão leucoplásica em soalho bucal com 1,8 cm de diâmetro, com áreas eritematosas e endurecimento à palpação. A pacien...


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Q1135338 • Medicina • Oncologia • VUNESP • EsFCEx • Oficial • 2025
Paciente do sexo feminino, de 58 anos, não tabagista e não etilista, apresenta lesão leucoplásica em soalho bucal com 1,8 cm de diâmetro, com áreas eritematosas e endurecimento à palpação. A paciente relata crescimento progressivo da lesão nos últimos seis meses e dor leve relacionada a alimentação. A biópsia incisional revela carcinoma espinocelular bem diferenciado com invasão superficial do tecido conjuntivo. A ressonância magnética mostra lesão restrita ao assoalho bucal sem invasão de estruturas adjacentes e sem evidência de comprometimento linfonodal. PET-CT não evidencia metástases à distância ou linfonodais. Após ressecção cirúrgica com margens de 1 cm, o exame anatomopatológico revela: carcinoma espinocelular bem diferenciado com 1,5 cm no maior diâmetro, profundidade de invasão de 6 mm, invasão perineural presente em pequenos filetes nervosos, invasão linfovascular presente, margens cirúrgicas livres, porém exíguas.
Qual a conduta mais adequada para essa paciente no pós-operatório?
Analisando...
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  • Matheus Fernandes
    Matheus Fernandes EQUIPE
    19/09/2026 • 20:01
    Essa questão aborda o manejo pós-operatório do carcinoma espinocelular (CEC) de boca, especificamente da região do assoalho bucal. O carcinoma espinocelular oral é um tumor maligno que pode apresentar fatores de risco para recidiva local, regional e à distância após cirurgia.

    A paciente tem um carcinoma espinocelular bem diferenciado, com lesão de 1,5 cm, profundidade de invasão de 6 mm, invasão perineural e linfovascular, e margens livres, porém exíguas. Esses dados indicam um tumor de tamanho pequeno a moderado, mas com características de alto risco, como invasão perineural e linfovascular, que aumentam a chance de recidiva e comprometimento linfonodal oculto.

    Em casos como esse, a conduta padrão pós-cirúrgica frequentemente inclui radioterapia adjuvante para o leito tumoral, especialmente por causa da invasão perineural e linfovascular. A quimioterapia adjuvante não é indicada isoladamente e a quimiorradioterapia é reservada para casos com comprometimento linfonodal avançado ou margens positivas. A ampliação das margens não é indicada se já estão livres, mesmo que exíguas, pois radioterapia pode ser suficiente. Somente observação seria considerada em tumores de baixo risco, o que não é o caso aqui.

    Portanto, a conduta mais adequada para essa paciente é a radioterapia adjuvante no leito tumoral para reduzir o risco de recidiva local, dada a presença dos fatores de alto risco (invasão perineural e linfovascular).

    Gabarito: b
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