Ingrid Nunes
EQUIPE
19/09/2026 • 20:01
Vamos começar entendendo o tema principal dessa questão, que é o estadiamento e o tratamento do câncer de laringe, especificamente na região das pregas vocais (glote). O paciente apresenta uma lesão vegetante na prega vocal direita com extensão para a comissura anterior e invasão superficial da prega contralateral, mas mantendo a mobilidade das pregas vocais, o que é importante para o estadiamento. O exame de imagem mostra lesão restrita à glote, com mínima invasão da cartilagem tireoide, mas sem linfonodos afetados nem metástase à distância.
No sistema TNM 8ª edição para câncer de laringe, a mobilidade preservada das pregas vocais e ausência de linfonodos indicam um tumor que provavelmente está em estágio T3 ou abaixo, dependendo da extensão. A mínima invasão da cartilagem tireoide pode indicar T3 (se invasão mínima) ou T4a (se invasão significativa). Como não há comprometimento nodal e a lesão é limitada à glote com mínima invasão cartilaginosa, estadiaríamos como um T3 N0 M0.
Sobre o tratamento, para tumores T3 de glote com preservação da mobilidade das cordas vocais, existem opções que visam preservar o órgão e a função, como a radioterapia exclusiva (IMRT) ou cordectomia endoscópica a laser, dependendo da extensão. Entretanto, a invasão da comissura anterior e a invasão mínima da cartilagem sugerem que a cordectomia a laser pode não ser suficiente e que a radioterapia isolada pode ter resultados limitados. Laringectomia total é geralmente reservada para tumores com invasão extensa ou mobilidade comprometida, o que não é o caso.
A laringectomia parcial vertical (frontolateral) é uma boa opção cirúrgica para tumores T3 bem selecionados, permitindo a preservação funcional da laringe. Quimiorradioterapia definitiva costuma ser utilizada em tumores avançados ou irresecáveis, geralmente com comprometimento nodal significativo, que não é o caso aqui.
Portanto, a conduta mais recomendada para esse paciente, considerando as características clínicas e estadiamento, é a laringectomia parcial vertical frontolateral, que garante boa margem cirúrgica, preserva função e cobre a extensão da lesão.
Gabarito: a)
No sistema TNM 8ª edição para câncer de laringe, a mobilidade preservada das pregas vocais e ausência de linfonodos indicam um tumor que provavelmente está em estágio T3 ou abaixo, dependendo da extensão. A mínima invasão da cartilagem tireoide pode indicar T3 (se invasão mínima) ou T4a (se invasão significativa). Como não há comprometimento nodal e a lesão é limitada à glote com mínima invasão cartilaginosa, estadiaríamos como um T3 N0 M0.
Sobre o tratamento, para tumores T3 de glote com preservação da mobilidade das cordas vocais, existem opções que visam preservar o órgão e a função, como a radioterapia exclusiva (IMRT) ou cordectomia endoscópica a laser, dependendo da extensão. Entretanto, a invasão da comissura anterior e a invasão mínima da cartilagem sugerem que a cordectomia a laser pode não ser suficiente e que a radioterapia isolada pode ter resultados limitados. Laringectomia total é geralmente reservada para tumores com invasão extensa ou mobilidade comprometida, o que não é o caso.
A laringectomia parcial vertical (frontolateral) é uma boa opção cirúrgica para tumores T3 bem selecionados, permitindo a preservação funcional da laringe. Quimiorradioterapia definitiva costuma ser utilizada em tumores avançados ou irresecáveis, geralmente com comprometimento nodal significativo, que não é o caso aqui.
Portanto, a conduta mais recomendada para esse paciente, considerando as características clínicas e estadiamento, é a laringectomia parcial vertical frontolateral, que garante boa margem cirúrgica, preserva função e cobre a extensão da lesão.
Gabarito: a)