Marcos de Castro
EQUIPE
19/09/2026 • 20:01
Vamos entender primeiro o contexto dessa questão que aborda um caso de câncer de laringe com tratamento cirúrgico e o manejo pós-operatório adequado. O paciente tem um carcinoma espinocelular moderadamente diferenciado, invasão da cartilagem tireoide, margens livres, ausência de embolização vascular e linfática, e metástase em 4 de 32 linfonodos, mas sem ruptura capsular.
O manejo do câncer de cabeça e pescoço no pós-operatório depende principalmente do risco de recidiva local/regional. Fatores considerados de alto risco incluem margens positivas, invasão perineural extensa, embolização linfática e vascular, e ruptura capsular dos linfonodos metastáticos. Quando esses fatores estão presentes, utiliza-se radioterapia associada à quimioterapia (geralmente com cisplatina) para tentar diminuir o risco de recidiva.
No caso apresentado, embora haja invasão da cartilagem tireoide e múltiplas metástases linfonodais (4 linfonodos afetados), as margens estão livres, não há invasão perineural ou vascular, e não há ruptura capsular, o que caracteriza um risco intermediário. Para pacientes com fatores intermediários (como >2 linfonodos acometidos), a radioterapia adjuvante é recomendada para aumentar o controle local e regional.
Portanto, a quimioterapia adjuvante exclusiva não é indicada, e a quimiorradioterapia é normalmente reservada para casos com fatores de alto risco. Observação simples também não seria apropriada devido ao comprometimento linfonodal.
Assim, a conduta mais adequada no pós-operatório deste paciente é a radioterapia adjuvante no leito tumoral e nas cadeias cervicais bilaterais, já que houve acometimento ganglionar homolateral e necessidade de controle regional. Essa abordagem é padronizada para pacientes com características apresentadas.
Gabarito: d
O manejo do câncer de cabeça e pescoço no pós-operatório depende principalmente do risco de recidiva local/regional. Fatores considerados de alto risco incluem margens positivas, invasão perineural extensa, embolização linfática e vascular, e ruptura capsular dos linfonodos metastáticos. Quando esses fatores estão presentes, utiliza-se radioterapia associada à quimioterapia (geralmente com cisplatina) para tentar diminuir o risco de recidiva.
No caso apresentado, embora haja invasão da cartilagem tireoide e múltiplas metástases linfonodais (4 linfonodos afetados), as margens estão livres, não há invasão perineural ou vascular, e não há ruptura capsular, o que caracteriza um risco intermediário. Para pacientes com fatores intermediários (como >2 linfonodos acometidos), a radioterapia adjuvante é recomendada para aumentar o controle local e regional.
Portanto, a quimioterapia adjuvante exclusiva não é indicada, e a quimiorradioterapia é normalmente reservada para casos com fatores de alto risco. Observação simples também não seria apropriada devido ao comprometimento linfonodal.
Assim, a conduta mais adequada no pós-operatório deste paciente é a radioterapia adjuvante no leito tumoral e nas cadeias cervicais bilaterais, já que houve acometimento ganglionar homolateral e necessidade de controle regional. Essa abordagem é padronizada para pacientes com características apresentadas.
Gabarito: d