Paciente do sexo feminino, de 52 anos, previamente hígida, apresenta nódulo e...

Paciente do sexo feminino, de 52 anos, previamente hígida, apresenta nódulo em região submandibular esquerda, com crescimento progressivo há seis meses. Ao exame físico, observa-se lesão nodular pr...


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Q1135344 • Medicina • Oncologia • VUNESP • EsFCEx • Oficial • 2025
Paciente do sexo feminino, de 52 anos, previamente hígida, apresenta nódulo em região submandibular esquerda, com crescimento progressivo há seis meses. Ao exame físico, observa-se lesão nodular profunda de 3,5 cm, que faz corpo com a glândula submandibular esquerda, pétrea, fixa a planos profundos, dolorosa à palpação. Há um linfonodo cervical no nível IIA homolateral de 2,0 cm, com características metastáticas e fixo. Ressonância magnética evidencia lesão infiltrativa em glândula submandibular esquerda, com 3,8 cm, com invasão do soalho da boca e musculatura adjacente, além de linfonodo metastático em nível IIA homolateral com sinais de ruptura capsular. A biópsia incisional revela carcinoma adenoide cístico com padrão predominantemente sólido e invasão perineural extensa. Após ressecção da glândula submandibular com margem de segurança, incluindo parte do assoalho bucal e musculatura adjacente, associada a esvaziamento cervical seletivo (níveis I-III), o exame anatomopatológico confirmou tratar- -se de carcinoma adenoide cístico, padrão sólido, com 3,5 cm, invasão perineural extensa, margens cirúrgicas livres (menor margem de 3 mm) e metástase em dois de dezoito linfonodos dissecados, sem ruptura capsular.
Qual a conduta mais adequada no pós-operatório?
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  • Matheus Fernandes
    Matheus Fernandes EQUIPE
    19/09/2026 • 20:01
    Essa questão aborda o tratamento do carcinoma adenoide cístico (CAC), um câncer altamente agressivo das glândulas salivares, conhecido pela invasão perineural e alto risco de recidiva local e metástases tardias. O caso apresentado mostra uma paciente com um tumor sólido, de tamanho significativo (3,5 cm), com invasão perineural extensa e metástase em linfonodos cervicales, porém com margens cirúrgicas livres, apesar da menor margem ser de apenas 3 mm.

    O CAC é resistente à quimioterapia e a cirurgia é o principal tratamento inicial. No entanto, pela agressividade do tumor, presença de invasão perineural extensa e metástases linfonodais, a radioterapia adjuvante costuma estar indicada para melhorar o controle local e regional da doença, reduzindo o risco de recidiva.

    Vamos analisar as opções:

    - a) Reabordagem cirúrgica para ampliação de margens não é indicada porque as margens já estão livres, mesmo sendo estreitas, e a extensão feita foi adequada.

    - b) Apenas observação não é a conduta recomendada dada a agressividade do tumor e presença de metástases linfonodais.

    - c) Radioterapia adjuvante no leito do tumor e nas cadeias cervicais ipsilaterais é o tratamento padrão para casos como este, visando controle local e regional.

    - d) Quimioterapia adjuvante exclusiva não é padrão para CAC, pois esse tumor é geralmente quimiorresistente.

    - e) Quimiorradioterapia concomitante é considerada em casos mais avançados ou com doença residual, mas não há indicação clara para isso aqui e não está geralmente recomendada como rotina.

    Portanto, a conduta mais adequada é a radioterapia adjuvante, garantindo melhor controle da doença e diminuindo chances de recidiva.

    Gabarito: c
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