Paciente do sexo masculino, de 62 anos, tabagista, apresenta quadro de obstru...

Paciente do sexo masculino, de 62 anos, tabagista, apresenta quadro de obstrução nasal à direita, sangramentos nasais recorrentes e dor facial há três meses. Na rinoscopia, nota-se abaulamento da p...


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Q1135345 • Medicina • Oncologia • VUNESP • EsFCEx • Oficial • 2025
Paciente do sexo masculino, de 62 anos, tabagista, apresenta quadro de obstrução nasal à direita, sangramentos nasais recorrentes e dor facial há três meses. Na rinoscopia, nota-se abaulamento da parede medial do seio maxilar direito, com extensão para fossa nasal ipsilateral. Não há linfonodomegalias cervicais palpáveis. Tomografia computadorizada com contraste dos seios da face mostra lesão expansiva de 2,5 cm no seio maxilar direito, com destruição da parede medial e extensão para fossa nasal, sem invasão da órbita, etmoide, septo, base do crânio ou tecidos moles da face. A biópsia incisional revela carcinoma espinocelular moderadamente diferenciado.
Qual a melhor abordagem para o caso descrito?
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  • Matheus Fernandes
    Matheus Fernandes EQUIPE
    19/09/2026 • 20:01
    Este caso aborda um carcinoma espinocelular moderadamente diferenciado localizado no seio maxilar direito, com extensão para a fossa nasal, mas sem invasão de estruturas importantes como órbita, etmoide, septo, base do crânio ou tecidos moles da face. A idade do paciente e o histórico de tabagismo são fatores de risco para esse tipo de tumor.

    Nos tumores de seios paranasais, especialmente o carcinoma espinocelular, o tratamento principal costuma ser cirúrgico, buscando ressecção completa do tumor com margens livres. A maxilectomia total com exenteração orbital seria indicada caso houvesse invasão orbitária, o que não é o caso aqui.

    A ressecção endoscópica é geralmente reservada para lesões menores ou situações muito selecionadas, pois esta lesão já tem 2,5 cm e apresenta destruição óssea, além de extensão para a fossa nasal, o que pode exigir abordagem mais ampla.

    A quimioterapia neoadjuvante pode ser usada em situações específicas, como quando o tumor é irressecável inicialmente, o que também não parece ser o caso aqui.

    Radioterapia exclusiva é uma opção para tumores muito pequenos ou para pacientes que não podem ser submetidos a cirurgia, mas o padrão para lesões ressecáveis em paciente em boas condições geralmente é a cirurgia seguida ou não de terapia adjuvante.

    Portanto, a melhor abordagem para esse paciente com tumor localizado no seio maxilar sem invasão orbital e extensão para a fossa nasal é a maxilectomia medial, que permite ressecção adequada preservando estruturas essenciais, e pode ser complementada com cirurgia endoscópica para ressecção controlada na fossa nasal. Assim, a alternativa correta é a letra c.
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