Equipe Gabarite
EQUIPE
19/09/2026 • 19:01
Vamos analisar essa questão que envolve a otimização perioperatória de um paciente de 74 anos com múltiplas comorbidades (DPOC e insuficiência cardíaca compensada) que vai passar por uma colectomia eletiva. O objetivo aqui é minimizar os riscos e complicações associadas à cirurgia e melhorar a recuperação.
Sobre o preparo intestinal e jejum prolongado (alternativa a), hoje sabe-se que preparo intestinal rigoroso não é recomendado rotineiramente nas cirurgias colorretais, pois pode levar a desidratação e desequilíbrio eletrolítico, e jejum prolongado pode piorar a recuperação metabólica e aumentar a resistência à insulina.
Quanto à anestesia regional (alternativa b), ela pode ser benéfica para controle da dor e redução do uso de opioides, além de potencialmente melhorar a função pulmonar e cardiovascular, então evitar a anestesia regional por risco de hipotensão não é consenso absoluto.
Nutrição parenteral pré-operatória (alternativa c) deve ser reservada para casos de desnutrição grave; geralmente, a nutrição enteral é preferida e o uso indiscriminado de nutrição parenteral não é indicado.
Suspender beta-bloqueadores no pré-operatório imediato (alternativa e) é contraproducente, pois a descontinuação abrupta pode aumentar o risco cardiovascular; a recomendação é mantê-los.
Por fim, os protocolos ERAS (Enhanced Recovery After Surgery) (alternativa d) são estratégias multimodais que visam acelerar a recuperação, reduzindo complicações e tempo de internação. Eles são adaptáveis e especialmente recomendados em pacientes de alto risco, como esse idoso com comorbidades. Portanto, a melhor estratégia é utilizar protocolos ERAS adaptados ao risco do paciente.
Gabarito: d
Sobre o preparo intestinal e jejum prolongado (alternativa a), hoje sabe-se que preparo intestinal rigoroso não é recomendado rotineiramente nas cirurgias colorretais, pois pode levar a desidratação e desequilíbrio eletrolítico, e jejum prolongado pode piorar a recuperação metabólica e aumentar a resistência à insulina.
Quanto à anestesia regional (alternativa b), ela pode ser benéfica para controle da dor e redução do uso de opioides, além de potencialmente melhorar a função pulmonar e cardiovascular, então evitar a anestesia regional por risco de hipotensão não é consenso absoluto.
Nutrição parenteral pré-operatória (alternativa c) deve ser reservada para casos de desnutrição grave; geralmente, a nutrição enteral é preferida e o uso indiscriminado de nutrição parenteral não é indicado.
Suspender beta-bloqueadores no pré-operatório imediato (alternativa e) é contraproducente, pois a descontinuação abrupta pode aumentar o risco cardiovascular; a recomendação é mantê-los.
Por fim, os protocolos ERAS (Enhanced Recovery After Surgery) (alternativa d) são estratégias multimodais que visam acelerar a recuperação, reduzindo complicações e tempo de internação. Eles são adaptáveis e especialmente recomendados em pacientes de alto risco, como esse idoso com comorbidades. Portanto, a melhor estratégia é utilizar protocolos ERAS adaptados ao risco do paciente.
Gabarito: d