Uma paciente de 48 anos, com mamas de volume médio, foi diagnosticada com car...

Uma paciente de 48 anos, com mamas de volume médio, foi diagnosticada com carcinoma ductal in situ (CDIS) grau 3 em biópsia core. O nódulo é palpável e mede 2,5 cm em seu maior eixo, sem linfonodos...


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Uma paciente de 48 anos, com mamas de volume médio, foi diagnosticada com carcinoma ductal in situ (CDIS) grau 3 em biópsia core. O nódulo é palpável e mede 2,5 cm em seu maior eixo, sem linfonodos clinicamente suspeitos. A equipe cirúrgica optou por realizar cirurgia conservadora com radioterapia adjuvante. Qual a conduta mais adequada em relação à avaliação axilar?
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  • Marcos de Castro
    Marcos de Castro EQUIPE
    19/09/2026 • 17:01
    Vamos discutir o carcinoma ductal in situ (CDIS), que é uma lesão precoce do câncer de mama limitada aos ductos mamários, sem invasão do tecido ao redor. A principal questão aqui é sobre a avaliação axilar, ou seja, o que fazer com os linfonodos axilares, uma vez que o CDIS, por definição, não tem invasão e, teoricamente, baixo risco de metástase para os linfonodos.

    No caso descrito, a paciente tem CDIS grau 3 (o que indica maior agressividade) e um nódulo palpável de 2,5 cm, mas não há linfonodos clinicamente suspeitos na axila. O tratamento cirúrgico escolhido foi conservador com radioterapia. A dúvida é se devemos realizar algum procedimento de avaliação axilar nesse cenário.

    A prática atual indica que na maioria dos CDIS, especialmente quando não há invasão histológica comprovada, não se faz avaliação axilar. A biópsia do linfonodo sentinela (BLS) é geralmente reservada para quando existe suspeita de invasão ou para casos que serão submetidos à mastectomia, pois se essa é a cirurgia, a BLS não poderá ser feita depois, e a informação dos linfonodos é importante para estadiamento e planejamento.

    No caso, há um nódulo grande e palpável, mas ainda sem invasão confirmada na biópsia core. A conduta recomendada em guidelines é realizar a biópsia do linfonodo sentinela no mesmo ato da cirurgia conservadora quando o diagnóstico prévio indicar risco aumentado, como nesse caso de CDIS de alto grau e lesão palpável.

    Assim: realizar BLS no mesmo ato cirúrgico é considerada a conduta mais adequada para evitar reoperações e obter dados fundamentais para o tratamento correto.

    As outras alternativas não são as mais indicadas: não fazer exame axilar pode ocultar metástases; adiar BLS para pós-operatório geralmente não é prático nem recomendado; trocar a cirurgia conservadora por mastectomia não é obrigatório; e fazer esvaziamento axilar preventivo é um procedimento invasivo e desnecessário nestes casos.

    Portanto, a alternativa correta é a letra a.
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