Marcos de Castro
EQUIPE
19/09/2026 • 17:01
Vamos discutir o carcinoma ductal in situ (CDIS), que é uma lesão precoce do câncer de mama limitada aos ductos mamários, sem invasão do tecido ao redor. A principal questão aqui é sobre a avaliação axilar, ou seja, o que fazer com os linfonodos axilares, uma vez que o CDIS, por definição, não tem invasão e, teoricamente, baixo risco de metástase para os linfonodos.
No caso descrito, a paciente tem CDIS grau 3 (o que indica maior agressividade) e um nódulo palpável de 2,5 cm, mas não há linfonodos clinicamente suspeitos na axila. O tratamento cirúrgico escolhido foi conservador com radioterapia. A dúvida é se devemos realizar algum procedimento de avaliação axilar nesse cenário.
A prática atual indica que na maioria dos CDIS, especialmente quando não há invasão histológica comprovada, não se faz avaliação axilar. A biópsia do linfonodo sentinela (BLS) é geralmente reservada para quando existe suspeita de invasão ou para casos que serão submetidos à mastectomia, pois se essa é a cirurgia, a BLS não poderá ser feita depois, e a informação dos linfonodos é importante para estadiamento e planejamento.
No caso, há um nódulo grande e palpável, mas ainda sem invasão confirmada na biópsia core. A conduta recomendada em guidelines é realizar a biópsia do linfonodo sentinela no mesmo ato da cirurgia conservadora quando o diagnóstico prévio indicar risco aumentado, como nesse caso de CDIS de alto grau e lesão palpável.
Assim: realizar BLS no mesmo ato cirúrgico é considerada a conduta mais adequada para evitar reoperações e obter dados fundamentais para o tratamento correto.
As outras alternativas não são as mais indicadas: não fazer exame axilar pode ocultar metástases; adiar BLS para pós-operatório geralmente não é prático nem recomendado; trocar a cirurgia conservadora por mastectomia não é obrigatório; e fazer esvaziamento axilar preventivo é um procedimento invasivo e desnecessário nestes casos.
Portanto, a alternativa correta é a letra a.
No caso descrito, a paciente tem CDIS grau 3 (o que indica maior agressividade) e um nódulo palpável de 2,5 cm, mas não há linfonodos clinicamente suspeitos na axila. O tratamento cirúrgico escolhido foi conservador com radioterapia. A dúvida é se devemos realizar algum procedimento de avaliação axilar nesse cenário.
A prática atual indica que na maioria dos CDIS, especialmente quando não há invasão histológica comprovada, não se faz avaliação axilar. A biópsia do linfonodo sentinela (BLS) é geralmente reservada para quando existe suspeita de invasão ou para casos que serão submetidos à mastectomia, pois se essa é a cirurgia, a BLS não poderá ser feita depois, e a informação dos linfonodos é importante para estadiamento e planejamento.
No caso, há um nódulo grande e palpável, mas ainda sem invasão confirmada na biópsia core. A conduta recomendada em guidelines é realizar a biópsia do linfonodo sentinela no mesmo ato da cirurgia conservadora quando o diagnóstico prévio indicar risco aumentado, como nesse caso de CDIS de alto grau e lesão palpável.
Assim: realizar BLS no mesmo ato cirúrgico é considerada a conduta mais adequada para evitar reoperações e obter dados fundamentais para o tratamento correto.
As outras alternativas não são as mais indicadas: não fazer exame axilar pode ocultar metástases; adiar BLS para pós-operatório geralmente não é prático nem recomendado; trocar a cirurgia conservadora por mastectomia não é obrigatório; e fazer esvaziamento axilar preventivo é um procedimento invasivo e desnecessário nestes casos.
Portanto, a alternativa correta é a letra a.