Com relação ao risco de perfuração durante a...

Com relação ao risco de perfuração durante a dilatação endoscópica de estenoses do trato digestivo alto, assinale a alternativa correta.


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Com relação ao risco de perfuração durante a dilatação endoscópica de estenoses do trato digestivo alto, assinale a alternativa correta.

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  • Camila Duarte
    Camila Duarte EQUIPE
    19/09/2026 • 16:01
    Vamos falar sobre um tema importante na gastroenterologia: a dilatação endoscópica de estenoses no trato digestivo alto e os riscos envolvidos, especialmente a perfuração, que é uma complicação séria. A perfuração pode ocorrer em qualquer dilatação, mas os fatores que aumentam esse risco são importantes para o manejo seguro do paciente.

    Primeiro, a perfuração esofágica é uma complicação rara, mas seu risco é maior em estenoses malignas do que em benignas. Isso se deve à fragilidade do tecido tumoral e à infiltracão local, que dificultam a dilatação segura.

    Sobre o segmento com sinais de isquemia em estenoses pós-operatórias, ele não é um fator protetor, pelo contrário, aumenta o risco de perfuração, pois o tecido isquêmico tem menor resistência e cicatrização comprometida.

    A dilatação pneumática para acalasia realmente apresenta risco de perfuração, que aumenta com balões maiores. A perfuração ocorre em cerca de 1 a 2%, e o balão de 35 mm é o usado usualmente para dilatação definitiva, mas esse risco é um pouco maior que 1%.

    No caso das estenoses por esofagite eosinofílica, a dificuldade na cicatrização e a fragilidade do tecido inflamado, especialmente sem controle inflamatório, elevam o risco de perfuração para mais de 5%, logo a dilatação deve ser feita com cautela, sendo considerada uma contraindicação relativa.

    Por fim, a "regra de 3" na dilatação esofágica com balões ou velas (tentar não dilatar mais que três milímetros por sessão) é uma prática amplamente recomendada e comprovadamente eficaz para reduzir o risco de perfuração.

    Assim, analisando as alternativas:
    - a) correta: perfuração mais frequente em estenoses malignas.
    - b) incorreta: isquemia não é fator protetor.
    - c) incorreta: risco de perfuração com balão de 35 mm é próximo ou levemente superior a 1%.
    - d) correta: risco maior que 5% em esofagite eosinofílica sem controle, contraindicação relativa.
    - e) correta: regra de 3 é prática respaldada na literatura.

    Mas a questão pede a alternativa correta, e a alternativa (a) é a que está correta com clareza e mais direta, enquanto (d) e (e) contêm detalhes ou nuances que podem não ser totalmente exatos no enunciado. Portanto, a alternativa correta é a (a).
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