Paciente do sexo masculino, 56 anos, branco,...

Paciente do sexo masculino, 56 anos, branco, com IMC de 32 kg/m2, tabagista, está com sintomas de pirose há mais de oito anos, controlados com uso regula...


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Paciente do sexo masculino, 56 anos, branco, com IMC de 32 kg/m2, tabagista, está com sintomas de pirose há mais de oito anos, controlados com uso regular de inibidores de bomba de prótons (IBP). Nunca realizou endoscopia digestiva alta. Atualmente, não apresenta sintomas de alarme.

Qual a melhor conduta em relação à realização de EDA?

Analisando...
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  • Camila Duarte
    Camila Duarte EQUIPE
    19/09/2026 • 16:01
    Vamos falar um pouco sobre o tema da questão, que envolve o manejo do paciente com doença do refluxo gastroesofágico (DRGE). A endoscopia digestiva alta (EDA) é um exame importante para avaliar complicações da DRGE, como esofagite erosiva, estenose, e esôfago de Barrett, que é uma condição precursora de câncer em pacientes com refluxo crônico.

    No caso apresentado, temos um paciente com sintomas típicos de refluxo (pirose) há mais de oito anos, com sobrepeso (IMC 32), tabagista e fazendo uso regular de inibidores da bomba de prótons, com boa resposta e sem sintomas de alarme (como disfagia, perda de peso, anemia, sangramento). Segundo as diretrizes mais atualizadas, a EDA em pacientes com refluxo sintomático controlado por medicação só é indicada se houver sintomas de alarme ou se houver fatores de risco para esôfago de Barrett, como idade acima de 50 anos e fato de ser branco, além de outros fatores como histórico familiar.

    Neste caso, como ele tem múltiplos fatores de risco (idade 56, tabagista, sintomas prolongados), a realização da endoscopia é recomendada para rastreamento do esôfago de Barrett, mesmo sem sintomas de alarme. Essa conduta é para identificar precocemente alterações que possam evoluir para complicações mais graves.

    Assim, a melhor conduta para esse paciente é indicar a EDA devido aos múltiplos fatores de risco para esôfago de Barrett.

    Gabarito correto: e
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