Paciente de 47 anos, previamente hígido, pro...

Paciente de 47 anos, previamente hígido, procura o pronto-socorro após impactação alimentar durante o jantar. Relata odinofagia, sialorreia e sensação de bolo preco...


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Paciente de 47 anos, previamente hígido, procura o pronto-socorro após impactação alimentar durante o jantar. Relata odinofagia, sialorreia e sensação de bolo precordial. Radiografia simples não demonstra presença de corpo estranho no trato digestivo superior. A equipe médica identifica que o paciente está estável hemodinamicamente, mas com dificuldade em deglutir saliva, encontra-se agitado e se recusa a deitar para exame físico.

Qual a conduta mais adequada?

Analisando...
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  • Marcos de Castro
    Marcos de Castro EQUIPE
    19/09/2026 • 16:01
    Essa questão trata do manejo de um paciente com impactação alimentar e sintomas sugestivos de corpo estranho na faringe ou esôfago. O paciente apresenta odinofagia (dor ao engolir), sialorreia (salivação aumentada) e sensação de bolo precordial, além de estar agitado, com dificuldade para engolir saliva e recusa em deitar — sinais que sugerem obstrução esofágica potencialmente grave e risco de aspiração. A ausência de corpo estranho na radiografia não exclui a presença dele, pois muitos corpos estranhos não são radiopacos.

    Neste quadro, a conduta prioritária é a remoção rápida do corpo estranho para evitar complicações graves, como perfuração, infecção e aspiração. A endoscopia digestiva alta é o método indicado para visualização e retirada do objeto impactado. O ideal é que essa endoscopia seja feita nas primeiras horas (até 6 horas) para reduzir riscos e complicações.

    As outras alternativas apresentam condutas inadequadas: o glucagon pode ser usado para tentar relaxar o esfíncter esofágico inferior, mas não é o tratamento de primeira linha nem para casos com obstrução cervical e sintomas graves; a proteção gástrica e espera para passagem espontânea são para casos menos graves e sem dificuldade para engolir; a escopolamina não tem indicação para essa situação; e a tomografia, apesar de útil se houver suspeita de perfuração, não é rotineiramente necessária antes da endoscopia em pacientes estáveis sem sinais graves de complicação.

    Portanto, a resposta correta é realizar endoscopia para remoção do corpo estranho preferencialmente nas primeiras seis horas.
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