Marcos de Castro
EQUIPE
19/09/2026 • 16:01
Essa questão trata do manejo de um paciente com impactação alimentar e sintomas sugestivos de corpo estranho na faringe ou esôfago. O paciente apresenta odinofagia (dor ao engolir), sialorreia (salivação aumentada) e sensação de bolo precordial, além de estar agitado, com dificuldade para engolir saliva e recusa em deitar — sinais que sugerem obstrução esofágica potencialmente grave e risco de aspiração. A ausência de corpo estranho na radiografia não exclui a presença dele, pois muitos corpos estranhos não são radiopacos.
Neste quadro, a conduta prioritária é a remoção rápida do corpo estranho para evitar complicações graves, como perfuração, infecção e aspiração. A endoscopia digestiva alta é o método indicado para visualização e retirada do objeto impactado. O ideal é que essa endoscopia seja feita nas primeiras horas (até 6 horas) para reduzir riscos e complicações.
As outras alternativas apresentam condutas inadequadas: o glucagon pode ser usado para tentar relaxar o esfíncter esofágico inferior, mas não é o tratamento de primeira linha nem para casos com obstrução cervical e sintomas graves; a proteção gástrica e espera para passagem espontânea são para casos menos graves e sem dificuldade para engolir; a escopolamina não tem indicação para essa situação; e a tomografia, apesar de útil se houver suspeita de perfuração, não é rotineiramente necessária antes da endoscopia em pacientes estáveis sem sinais graves de complicação.
Portanto, a resposta correta é realizar endoscopia para remoção do corpo estranho preferencialmente nas primeiras seis horas.
Neste quadro, a conduta prioritária é a remoção rápida do corpo estranho para evitar complicações graves, como perfuração, infecção e aspiração. A endoscopia digestiva alta é o método indicado para visualização e retirada do objeto impactado. O ideal é que essa endoscopia seja feita nas primeiras horas (até 6 horas) para reduzir riscos e complicações.
As outras alternativas apresentam condutas inadequadas: o glucagon pode ser usado para tentar relaxar o esfíncter esofágico inferior, mas não é o tratamento de primeira linha nem para casos com obstrução cervical e sintomas graves; a proteção gástrica e espera para passagem espontânea são para casos menos graves e sem dificuldade para engolir; a escopolamina não tem indicação para essa situação; e a tomografia, apesar de útil se houver suspeita de perfuração, não é rotineiramente necessária antes da endoscopia em pacientes estáveis sem sinais graves de complicação.
Portanto, a resposta correta é realizar endoscopia para remoção do corpo estranho preferencialmente nas primeiras seis horas.