Paciente de 42 anos, HIV positivo, com conta...

Paciente de 42 anos, HIV positivo, com contagem de CD4 inferior a 50 células/mm3, apresenta odinofagia e disfagia progressiva há quatro dias. A EDA revel...


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Paciente de 42 anos, HIV positivo, com contagem de CD4 inferior a 50 células/mm3, apresenta odinofagia e disfagia progressiva há quatro dias. A EDA revela úlceras esofágicas profundas e bem definidas.

Considerando a hipótese de esofagite infecciosa, qual é a conduta mais adequada para coleta de amostras endoscópicas?

Analisando...
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  • Matheus Fernandes
    Matheus Fernandes EQUIPE
    19/09/2026 • 16:01
    Essa questão aborda um caso clássico de esofagite em paciente imunossuprimido por HIV, com contagem de CD4 muito baixa, o que predispõe a infecções oportunistas, notadamente por vírus como citomegalovírus (CMV) e herpes simplex, além de fungos como Candida. A endoscopia que mostra úlceras profundas e bem definidas sugere uma esofagite viral, particularmente por CMV, que costuma gerar lesões ulcerativas grandes e profundas.

    No momento da endoscopia, é fundamental coletar amostras que permitam diferenciar o agente etiológico. A literatura e a prática recomendam que para CMV a melhor amostra é feita diretamente da base das úlceras, pois é ali que se encontram as células infectadas para a análise histopatológica e imuno-histoquímica. Já para herpes, as biópsias são idealmente feitas na borda da úlcera, onde o vírus está ativo. Portanto, para CMV, a base da úlcera é o local mais adequado para biópsia.

    Outras técnicas, como cultura viral, têm sensibilidade limitada e demoram, e o PCR no sangue não substitui a biópsia para diagnóstico preciso local. Quanto à Candida, úlceras profundas não são características típicas; o escovado da mucosa normal pode detectar Candida, mas não explica esse quadro ulcerativo. Assim, a alternativa correta é a que indica coletar biópsias na base das úlceras para investigação de CMV por histologia e imuno-histoquímica.
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