Homem de 62 anos, com histórico de cirurgia ...

Homem de 62 anos, com histórico de cirurgia de Whipple há dois anos por neoplasia periampular, apresenta icterícia colestática, prurido e elevação significativa de ...


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Homem de 62 anos, com histórico de cirurgia de Whipple há dois anos por neoplasia periampular, apresenta icterícia colestática, prurido e elevação significativa de bilirrubinas. A tomografia mostra dilatação das vias biliares intra-hepáticas. Inicialmente foi tentada uma abordagem da via biliar assistida por enteroscopia, realizada por um endoscopista sênior que não obteve sucesso.

Qual é a melhor conduta subsequente?

Analisando...
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  • Camila Duarte
    Camila Duarte EQUIPE
    19/09/2026 • 16:01
    Esse caso envolve um paciente com icterícia colestática após cirurgia de Whipple, que é uma ressecção complexa envolvendo pâncreas, duodeno e vias biliares. A dilatação das vias biliares intra-hepáticas indica obstrução biliar, o que precisa de drenagem rápida devido ao risco de complicações, como colangite. A tentativa inicial de drenagem por via endoscópica assistida por enteroscopia falhou. Nesse cenário, após falha do método endoscópico, a próxima melhor conduta é realizar uma drenagem biliar guiada por imagem, seja por via ecoguiada ou percutânea, dependendo da experiência disponível na equipe. A drenagem percutânea transhepática é um método consagrado para obstrução biliar, especialmente quando o acesso endoscópico é difícil após cirurgia de Whipple, que altera a anatomia. A drenagem ecoguiada (EUS-guided biliary drainage) é uma técnica moderna e eficaz, indicada quando há expertise. Cirurgia para nova anastomose é mais invasiva e geralmente evitada, salvo em casos refratários. Repetir a tentativa endoscópica pode não ser eficaz após falha prévia e aumento da sedação não garante sucesso. Uso isolado de antibióticos não é suficiente para obstrução biliar significativa. Portanto, a melhor conduta é optar pela drenagem biliar ecoguiada ou percutânea, conforme a expertise local.
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