Camila Duarte
EQUIPE
19/09/2026 • 16:01
Esse caso envolve um paciente com icterícia colestática após cirurgia de Whipple, que é uma ressecção complexa envolvendo pâncreas, duodeno e vias biliares. A dilatação das vias biliares intra-hepáticas indica obstrução biliar, o que precisa de drenagem rápida devido ao risco de complicações, como colangite. A tentativa inicial de drenagem por via endoscópica assistida por enteroscopia falhou. Nesse cenário, após falha do método endoscópico, a próxima melhor conduta é realizar uma drenagem biliar guiada por imagem, seja por via ecoguiada ou percutânea, dependendo da experiência disponível na equipe. A drenagem percutânea transhepática é um método consagrado para obstrução biliar, especialmente quando o acesso endoscópico é difícil após cirurgia de Whipple, que altera a anatomia. A drenagem ecoguiada (EUS-guided biliary drainage) é uma técnica moderna e eficaz, indicada quando há expertise. Cirurgia para nova anastomose é mais invasiva e geralmente evitada, salvo em casos refratários. Repetir a tentativa endoscópica pode não ser eficaz após falha prévia e aumento da sedação não garante sucesso. Uso isolado de antibióticos não é suficiente para obstrução biliar significativa. Portanto, a melhor conduta é optar pela drenagem biliar ecoguiada ou percutânea, conforme a expertise local.