Paciente de 42 anos, com diagnóstico de coli...

Paciente de 42 anos, com diagnóstico de colite ulcerativa extensa há dez anos, encontra-se em remissão clínica e endoscópica. Nunca realizou colonoscopia de vigilân...


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Paciente de 42 anos, com diagnóstico de colite ulcerativa extensa há dez anos, encontra-se em remissão clínica e endoscópica. Nunca realizou colonoscopia de vigilância.

Qual das condutas a seguir é mais apropriada para o seguimento desse paciente?

Analisando...
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  • David Castilho
    David Castilho EQUIPE
    19/09/2026 • 16:01
    Vamos falar sobre o acompanhamento dos pacientes com colite ulcerativa extensa, um tema muito importante na gastroenterologia. A colite ulcerativa é uma doença inflamatória intestinal que aumenta o risco de câncer colorretal com o passar do tempo, especialmente em casos de doença extensa e de longa duração. Por isso, a vigilância com colonoscopia é essencial para detectar precocemente alterações, como displasia, que podem preceder o câncer.

    A recomendação atual é iniciar o rastreamento para câncer colorretal entre 8 a 10 anos após o diagnóstico da colite ulcerativa extensa, pois o risco começa a aumentar a partir desse período. A colonoscopia de vigilância deve ser realizada regularmente, geralmente a cada 1 a 3 anos, dependendo do risco individual e dos achados anteriores. O uso da cromoscopia durante a colonoscopia ajuda a detectar melhor áreas suspeitas para biópsias direcionadas, tornando a vigilância mais eficaz.

    Agora, analisando as alternativas:
    A) Errada, pois a vigilância não depende apenas da presença de pseudopólipos ou histórico de displasia.
    B) Errada, pois mesmo com mucosa normal, a vigilância é indicada para prevenção.
    C) Incorreta, pois o intervalo de 5 anos é muito longo; o ideal é a cada 1 a 3 anos.
    D) Correta, pois sugere colonoscopia com biópsias e uso de cromoscopia a cada 1 a 3 anos, conforme a recomendação atual.
    E) Errada, pois o rastreamento deve começar entre 8 e 10 anos após o diagnóstico, não apenas após 15 anos ou sintomas.

    Portanto, a conduta mais apropriada é a letra D.
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