Em relação ao controle glicêmico da paciente, sua glicemia de jejum está em 1...

Em relação ao controle glicêmico da paciente, sua glicemia de jejum está em 162 mg/dL e a hemoglobina glicada em 7,4%. Assinale a alternativa correta quanto à conduta a ser tomada.


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Leia o quadro clínico a seguir para responder à questão.


Paciente de 85 anos de idade, sexo feminino, procura o ambulatório de um serviço especializado em geriatria. Ela é portadora de uma osteoartrite de quadril e de diabetes mellitus. Atualmente, está em uso somente de metformina 500 mg após o almoço e o jantar. A paciente queixa-se de muitas dores para caminhar, utiliza um instrumento de auxílio à marcha, andador e uma deambuladora domiciliar. Ela vem se queixando de cansaço relacionado aos esforços, precisa de ajuda para preparar uma refeição, para comprar mantimentos e para resolver seus problemas financeiros, não consegue mais caminhar pela rua, mas não tem dificuldade para preparar um café, nem para cuidar de seus medicamentos ou para manter-se atualizada em relação aos acontecimentos de sua vizinhança e noticiários da televisão; ela consegue lembrar-se de compromissos sem precisar anotar em uma agenda. Não tem problema em ficar sozinha em sua casa. Nega qualquer problema de memória ou alteração da cognição.
Em relação ao controle glicêmico da paciente, sua glicemia de jejum está em 162 mg/dL e a hemoglobina glicada em 7,4%.

Assinale a alternativa correta quanto à conduta a ser tomada.
Analisando...
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  • Ingrid Nunes
    Ingrid Nunes EQUIPE
    19/09/2026 • 13:01
    Vamos entender primeiro como funciona o controle do diabetes em idosos. Em pacientes mais velhos, especialmente acima de 80 anos e com múltiplas comorbidades, como essa senhora, as metas glicêmicas costumam ser menos rigorosas para evitar riscos de hipoglicemia e outros efeitos adversos. A hemoglobina glicada (HbA1c) usada para avaliar o controle glicêmico a longo prazo geralmente tem uma meta entre 7% e 8% para idosos frágeis ou com comorbidades.

    No caso da paciente, sua HbA1c é 7,4%, o que está dentro da meta adequada para sua faixa etária e condição clínica, pois é importante evitar quedas pelo uso excessivo de medicamentos ou metas muito apertadas. Já a glicemia de jejum está um pouco elevada (162 mg/dL), mas isso também pode ser considerado aceitável dentro do contexto clínico da paciente, focando mais na segurança do que na rigidez do controle glicêmico.

    Quanto às alternativas, a letra a sugere que a glicemia está dentro da meta, porém não está, além disso, reforçar a atividade física é importante, mas a paciente tem limitações para caminhar, o que complica essa orientação. A b fala em diminuir dose porque ambos os valores estariam baixos, o que não é o caso. A c propõe trocar a medicação devido à glicemia de jejum isoladamente elevada, o que não é indicada sem outros dados. A e orienta ampliar medicamentos para baixar a HbA1c para menos de 6,5%, meta muito rígida para a paciente. A d é a única que reconhece que os dois valores estão dentro da meta proposta para essa paciente idosa e com fragilidade, logo, não há necessidade de alterar a conduta.

    Assim, a conduta correta é não modificar o tratamento, mantendo a metformina e o acompanhamento clínico.

    Gabarito: d
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