Ingrid Nunes
EQUIPE
19/09/2026 • 13:01
Vamos entender primeiro como funciona o controle do diabetes em idosos. Em pacientes mais velhos, especialmente acima de 80 anos e com múltiplas comorbidades, como essa senhora, as metas glicêmicas costumam ser menos rigorosas para evitar riscos de hipoglicemia e outros efeitos adversos. A hemoglobina glicada (HbA1c) usada para avaliar o controle glicêmico a longo prazo geralmente tem uma meta entre 7% e 8% para idosos frágeis ou com comorbidades.
No caso da paciente, sua HbA1c é 7,4%, o que está dentro da meta adequada para sua faixa etária e condição clínica, pois é importante evitar quedas pelo uso excessivo de medicamentos ou metas muito apertadas. Já a glicemia de jejum está um pouco elevada (162 mg/dL), mas isso também pode ser considerado aceitável dentro do contexto clínico da paciente, focando mais na segurança do que na rigidez do controle glicêmico.
Quanto às alternativas, a letra a sugere que a glicemia está dentro da meta, porém não está, além disso, reforçar a atividade física é importante, mas a paciente tem limitações para caminhar, o que complica essa orientação. A b fala em diminuir dose porque ambos os valores estariam baixos, o que não é o caso. A c propõe trocar a medicação devido à glicemia de jejum isoladamente elevada, o que não é indicada sem outros dados. A e orienta ampliar medicamentos para baixar a HbA1c para menos de 6,5%, meta muito rígida para a paciente. A d é a única que reconhece que os dois valores estão dentro da meta proposta para essa paciente idosa e com fragilidade, logo, não há necessidade de alterar a conduta.
Assim, a conduta correta é não modificar o tratamento, mantendo a metformina e o acompanhamento clínico.
Gabarito: d
No caso da paciente, sua HbA1c é 7,4%, o que está dentro da meta adequada para sua faixa etária e condição clínica, pois é importante evitar quedas pelo uso excessivo de medicamentos ou metas muito apertadas. Já a glicemia de jejum está um pouco elevada (162 mg/dL), mas isso também pode ser considerado aceitável dentro do contexto clínico da paciente, focando mais na segurança do que na rigidez do controle glicêmico.
Quanto às alternativas, a letra a sugere que a glicemia está dentro da meta, porém não está, além disso, reforçar a atividade física é importante, mas a paciente tem limitações para caminhar, o que complica essa orientação. A b fala em diminuir dose porque ambos os valores estariam baixos, o que não é o caso. A c propõe trocar a medicação devido à glicemia de jejum isoladamente elevada, o que não é indicada sem outros dados. A e orienta ampliar medicamentos para baixar a HbA1c para menos de 6,5%, meta muito rígida para a paciente. A d é a única que reconhece que os dois valores estão dentro da meta proposta para essa paciente idosa e com fragilidade, logo, não há necessidade de alterar a conduta.
Assim, a conduta correta é não modificar o tratamento, mantendo a metformina e o acompanhamento clínico.
Gabarito: d