Equipe Gabarite
EQUIPE
19/09/2026 • 13:01
Vamos analisar o caso para entender melhor o diagnóstico. A paciente tem menstruações intensas (menorragia) há cerca de seis meses, situação que começou após o fim do uso do anticoncepcional oral. Isso é comum, pois pílulas ajudam a regular o ciclo e controlar o sangramento. Ela tem ciclos regulares de 28 dias, mas o sangramento dura muito (oito dias) e é intenso, ela troca absorventes a cada duas horas nos primeiros dias, o que caracteriza sangramento anormal.
Além disso, ela está pálida, com baixa hemoglobina (9,8 g/dL) e microcitose (VCM 78 fL), ou seja, anemia ferropriva secundária ao sangramento excessivo. A mãe tem histórico de problemas de sangramento, o que sugere uma possível doença hereditária.
Os exames indicam coagulação normal (TP e TTPA normais), o que não exclui distúrbios de coagulação, pois alguns não alteram esses testes. O exame físico não mostra alterações uterinas palpáveis, a ultrassonografia não acha leiomiomas ou sinais de adenomiose (endométrio 8 mm normal e ovários normais).
Na lista, endometriose geralmente causa dor e dismenorreia, que ela nega. Leiomiomas submucosos costumam ser visíveis na ultrassonografia e podem causar menorragia, mas aqui não há evidência. Adenomiose também costuma causar uteros aumentados e dor. Síndrome dos ovários policísticos apresenta ciclos irregulares e outras alterações hormonais.
A doença de von Willebrand é o distúrbio hemorrágico hereditário mais comum, causa sangramento mucocutâneo e menorragia em mulheres jovens, o que casa com o relato da mãe e o quadro clínico. Por isso, o diagnóstico mais provável é Doença de von Willebrand.
Gabarito: b) Doença de von Willebrand.
Além disso, ela está pálida, com baixa hemoglobina (9,8 g/dL) e microcitose (VCM 78 fL), ou seja, anemia ferropriva secundária ao sangramento excessivo. A mãe tem histórico de problemas de sangramento, o que sugere uma possível doença hereditária.
Os exames indicam coagulação normal (TP e TTPA normais), o que não exclui distúrbios de coagulação, pois alguns não alteram esses testes. O exame físico não mostra alterações uterinas palpáveis, a ultrassonografia não acha leiomiomas ou sinais de adenomiose (endométrio 8 mm normal e ovários normais).
Na lista, endometriose geralmente causa dor e dismenorreia, que ela nega. Leiomiomas submucosos costumam ser visíveis na ultrassonografia e podem causar menorragia, mas aqui não há evidência. Adenomiose também costuma causar uteros aumentados e dor. Síndrome dos ovários policísticos apresenta ciclos irregulares e outras alterações hormonais.
A doença de von Willebrand é o distúrbio hemorrágico hereditário mais comum, causa sangramento mucocutâneo e menorragia em mulheres jovens, o que casa com o relato da mãe e o quadro clínico. Por isso, o diagnóstico mais provável é Doença de von Willebrand.
Gabarito: b) Doença de von Willebrand.