Mulher de 29 anos procura atendimento ambulatorial com queixa de menstruações...

Mulher de 29 anos procura atendimento ambulatorial com queixa de menstruações muito intensas há cerca de seis meses, desde que parou de usar contraceptivo oral. Refere ter ciclos regulares de 28 di...


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Mulher de 29 anos procura atendimento ambulatorial com queixa de menstruações muito intensas há cerca de seis meses, desde que parou de usar contraceptivo oral. Refere ter ciclos regulares de 28 dias, com sangramento que dura, em média, oito dias, sendo muito intenso nos primeiros quatro, o que a faz trocar de absorventes a cada duas horas. Nega dor pélvica e dismenorreia. Refere fadiga progressiva. Nega uso de anticoagulantes, mas relata que a mãe tem “problemas de sangramento”. Ao exame físico, está pálida, com frequência cardíaca de 96 bpm, PA igual a 110 x 70 mmHg. Não há sangramento ativo visível. Útero com volume normal à palpação. Exames: Hb: 9,8 g/dL e VCM: 78 fL. Tp e TTPA normais. USG transvaginal apresenta endométrio medindo 8 mm e ovários com volumes estimados em 10 mm3 .

Qual o diagnóstico mais provável?


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  • Equipe Gabarite
    Equipe Gabarite EQUIPE
    19/09/2026 • 13:01
    Vamos analisar o caso para entender melhor o diagnóstico. A paciente tem menstruações intensas (menorragia) há cerca de seis meses, situação que começou após o fim do uso do anticoncepcional oral. Isso é comum, pois pílulas ajudam a regular o ciclo e controlar o sangramento. Ela tem ciclos regulares de 28 dias, mas o sangramento dura muito (oito dias) e é intenso, ela troca absorventes a cada duas horas nos primeiros dias, o que caracteriza sangramento anormal.

    Além disso, ela está pálida, com baixa hemoglobina (9,8 g/dL) e microcitose (VCM 78 fL), ou seja, anemia ferropriva secundária ao sangramento excessivo. A mãe tem histórico de problemas de sangramento, o que sugere uma possível doença hereditária.

    Os exames indicam coagulação normal (TP e TTPA normais), o que não exclui distúrbios de coagulação, pois alguns não alteram esses testes. O exame físico não mostra alterações uterinas palpáveis, a ultrassonografia não acha leiomiomas ou sinais de adenomiose (endométrio 8 mm normal e ovários normais).

    Na lista, endometriose geralmente causa dor e dismenorreia, que ela nega. Leiomiomas submucosos costumam ser visíveis na ultrassonografia e podem causar menorragia, mas aqui não há evidência. Adenomiose também costuma causar uteros aumentados e dor. Síndrome dos ovários policísticos apresenta ciclos irregulares e outras alterações hormonais.

    A doença de von Willebrand é o distúrbio hemorrágico hereditário mais comum, causa sangramento mucocutâneo e menorragia em mulheres jovens, o que casa com o relato da mãe e o quadro clínico. Por isso, o diagnóstico mais provável é Doença de von Willebrand.

    Gabarito: b) Doença de von Willebrand.
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