Ingrid Nunes
EQUIPE
19/09/2026 • 12:02
Vamos analisar esse caso passo a passo para entender o que está acontecendo com essa adolescente. O tema principal aqui é endocrinologia e ginecologia, mais especificamente a avaliação de irregularidades menstruais associadas a sinais de hiperandrogenismo, como o hirsutismo e acne.
Primeiro, notamos que ela menstrua a cada 2 ou 3 meses, o que indica oligomenorreia, um sinal clássico de distúrbio menstrual. Ela também apresenta ganho de peso com aumento da circunferência abdominal e obesidade (IMC de 30), além de hirsutismo com escore alto, indicando excesso de pelos em padrão masculino. A ausência de hipertensão e clitoromegalia é importante para excluir algumas condições.
As principais causas de irregularidade menstrual com hiperandrogenismo em adolescentes são a síndrome dos ovários policísticos (SOP), tumores virilizantes ovarianos ou adrenais, hiperplasia adrenal congênita não clássica, síndrome de Cushing e hiperprolactinemia. Vamos analisar cada alternativa:
a) Tumor virilizante ovariano causa sinais rápidos e severos de virilização, como clitoromegalia e aparecimento súbito de pelos. O quadro da paciente é mais lento e com ausência de virilização grave. Além disso, dosar cortisol não é prioritário nesse caso.
b) Síndrome de Cushing pode ter ganho de peso e irregularidade menstrual, mas geralmente apresenta hipertensão, rosto em lua cheia, e outros sinais. TSH não é exame indicado para diagnóstico primário de Cushing.
c) Hiperprolactinemia causa amenorreia ou oligomenorreia, mas não está associada a hirsutismo ou acne tão expressivos. RM do crânio é indicada quando há suspeita de adenoma hipofisário, raramente neste cenário.
d) Síndrome dos ovários policísticos é a causa mais comum nessa faixa etária para esses sintomas. Caracteriza-se por oligomenorreia, hiperandrogenismo (hirsutismo, acne), resistência insulínica e obesidade. Ultrassom pélvico pode mostrar ovários policísticos e dosagem de androgênios confirma o quadro.
e) Hiperplasia adrenal congênita em forma não clássica pode causar sintomas semelhantes, mas a investigação inicial envolve dosagem de 17-hidroxi-progesterona, não ultrassom abdominal.
Assim, a alternativa correta é a (d): síndrome dos ovários policísticos com indicação de ultrassonografia pélvica e dosagem de androgênios séricos para complementar o diagnóstico.
Primeiro, notamos que ela menstrua a cada 2 ou 3 meses, o que indica oligomenorreia, um sinal clássico de distúrbio menstrual. Ela também apresenta ganho de peso com aumento da circunferência abdominal e obesidade (IMC de 30), além de hirsutismo com escore alto, indicando excesso de pelos em padrão masculino. A ausência de hipertensão e clitoromegalia é importante para excluir algumas condições.
As principais causas de irregularidade menstrual com hiperandrogenismo em adolescentes são a síndrome dos ovários policísticos (SOP), tumores virilizantes ovarianos ou adrenais, hiperplasia adrenal congênita não clássica, síndrome de Cushing e hiperprolactinemia. Vamos analisar cada alternativa:
a) Tumor virilizante ovariano causa sinais rápidos e severos de virilização, como clitoromegalia e aparecimento súbito de pelos. O quadro da paciente é mais lento e com ausência de virilização grave. Além disso, dosar cortisol não é prioritário nesse caso.
b) Síndrome de Cushing pode ter ganho de peso e irregularidade menstrual, mas geralmente apresenta hipertensão, rosto em lua cheia, e outros sinais. TSH não é exame indicado para diagnóstico primário de Cushing.
c) Hiperprolactinemia causa amenorreia ou oligomenorreia, mas não está associada a hirsutismo ou acne tão expressivos. RM do crânio é indicada quando há suspeita de adenoma hipofisário, raramente neste cenário.
d) Síndrome dos ovários policísticos é a causa mais comum nessa faixa etária para esses sintomas. Caracteriza-se por oligomenorreia, hiperandrogenismo (hirsutismo, acne), resistência insulínica e obesidade. Ultrassom pélvico pode mostrar ovários policísticos e dosagem de androgênios confirma o quadro.
e) Hiperplasia adrenal congênita em forma não clássica pode causar sintomas semelhantes, mas a investigação inicial envolve dosagem de 17-hidroxi-progesterona, não ultrassom abdominal.
Assim, a alternativa correta é a (d): síndrome dos ovários policísticos com indicação de ultrassonografia pélvica e dosagem de androgênios séricos para complementar o diagnóstico.