Camila Duarte
EQUIPE
19/09/2026 • 12:02
Vamos analisar essa questão que aborda acompanhamento pré-natal, especialmente focado nos exames laboratoriais iniciais e condutas adequadas no primeiro trimestre da gestação. Entender os achados laboratoriais e a interpretação correta é fundamental para evitar intervenções desnecessárias ou atrasadas.
A paciene tem 8 semanas de gestação e apresenta exame com hemoglobina em 11,8 (leve tendência a anemia), hematócrito 33%, leucócitos elevados (11.000), mas ainda dentro dos limites aceitáveis na gravidez, e plaquetas normais. A glicemia em jejum está normal (93 mg/dL). O TSH está em 2,5, que é aceitável no primeiro trimestre (limites até aproximadamente 2,5 são considerados normais, podendo variar conforme referência).
Nas sorologias, destaca-se toxoplasmose IgG+ e IgM+, o que indica infecção recente, ou pelo menos não está claro se é antiga ou nova. Isso deve ser melhor avaliado para evitar risco ao feto. A CMV apresenta IgG+ e IgM-, ou seja, infecção antiga, imunidade; anti-HIV e hepatites B e C estão negativos, exceto anti-HBs+, que indica imunidade à hepatite B, provavelmente por vacinação prévia. VDRL/FTA-ABS negativos, excluindo sífilis.
Em relação à conduta correta:
- Vacinar para rubéola no primeiro trimestre é contraindicado, pois é vivo atenuado.
- Medicar ferro não é indicada imediatamente sem anemia clara.
- Prescrever hormônio tireoidiano não é recomendado com TSH de 2,5 (normal no 1º trimestre).
- Dieta para diabetes não está indicada pois glicemia normal.
O ponto-chave é a toxoplasmose com IgG e IgM ambos positivos. Para confirmar se a infecção é aguda ou antiga, pede-se teste de avidez das IgG para toxoplasmose. Se a avidez for baixa, indica infecção recente; se alta, infecção antiga e imunidade adquirida. Assim, realizar o teste de avidez para orientar tratamento é o passo certo.
Em resumo, a conduta adequada é solicitar o teste de avidez para toxoplasmose para esclarecer o diagnóstico e, caso necessário, iniciar tratamento. A prescrição de dieta para diabetes seria prematura e a vacinação para rubéola, contraindicação no 1º trimestre.
Portanto, a melhor alternativa é a letra d).
A paciene tem 8 semanas de gestação e apresenta exame com hemoglobina em 11,8 (leve tendência a anemia), hematócrito 33%, leucócitos elevados (11.000), mas ainda dentro dos limites aceitáveis na gravidez, e plaquetas normais. A glicemia em jejum está normal (93 mg/dL). O TSH está em 2,5, que é aceitável no primeiro trimestre (limites até aproximadamente 2,5 são considerados normais, podendo variar conforme referência).
Nas sorologias, destaca-se toxoplasmose IgG+ e IgM+, o que indica infecção recente, ou pelo menos não está claro se é antiga ou nova. Isso deve ser melhor avaliado para evitar risco ao feto. A CMV apresenta IgG+ e IgM-, ou seja, infecção antiga, imunidade; anti-HIV e hepatites B e C estão negativos, exceto anti-HBs+, que indica imunidade à hepatite B, provavelmente por vacinação prévia. VDRL/FTA-ABS negativos, excluindo sífilis.
Em relação à conduta correta:
- Vacinar para rubéola no primeiro trimestre é contraindicado, pois é vivo atenuado.
- Medicar ferro não é indicada imediatamente sem anemia clara.
- Prescrever hormônio tireoidiano não é recomendado com TSH de 2,5 (normal no 1º trimestre).
- Dieta para diabetes não está indicada pois glicemia normal.
O ponto-chave é a toxoplasmose com IgG e IgM ambos positivos. Para confirmar se a infecção é aguda ou antiga, pede-se teste de avidez das IgG para toxoplasmose. Se a avidez for baixa, indica infecção recente; se alta, infecção antiga e imunidade adquirida. Assim, realizar o teste de avidez para orientar tratamento é o passo certo.
Em resumo, a conduta adequada é solicitar o teste de avidez para toxoplasmose para esclarecer o diagnóstico e, caso necessário, iniciar tratamento. A prescrição de dieta para diabetes seria prematura e a vacinação para rubéola, contraindicação no 1º trimestre.
Portanto, a melhor alternativa é a letra d).