Ana Luíza, de 32 anos, G2P1, com histórico de cesariana anterior há quatro an...

Ana Luíza, de 32 anos, G2P1, com histórico de cesariana anterior há quatro anos por apresentação pélvica, comparece ao pronto-socorro com 41 semanas de gestação confirmada por ultrassonografia prec...


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Ana Luíza, de 32 anos, G2P1, com histórico de cesariana anterior há quatro anos por apresentação pélvica, comparece ao pronto-socorro com 41 semanas de gestação confirmada por ultrassonografia precoce, sem trabalho de parto ativo. Ao exame físico: pressão arterial: 120/80 mmHg, altura uterina: 36 cm, BCF: 140 bpm. Movimentação fetal presente. Toque vaginal: colo uterino: 1 cm, grosso e posterior, polo cefálico fixo em –2. Ultrassonografia recente mostra índice líquido amniótico 7 cm, placenta grau III e peso estimado em 3.300 g. Cardiotocografia com feto ativo. A paciente expressa desejo de parto normal.

Considerando o caso descrito, qual é a melhor conduta?
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  • Matheus Fernandes
    Matheus Fernandes EQUIPE
    19/09/2026 • 12:02
    Vamos falar sobre o manejo do trabalho de parto em uma gestante com uma cesariana prévia. Ana Luíza tem 32 anos, está com 41 semanas e apresenta uma cicatriz uterina de cesariana anterior. É fundamental lembrar que em grávidas com cesariana anterior, a indução do trabalho de parto deve ser feita com cuidado por risco aumentado de ruptura uterina, especialmente ao usar drogas como o misoprostol.

    No exame, o colo está 1 cm, grosso e posterior, o que indica que ainda não está favorável para o parto. O polo cefálico está fixo em -2, o que não é ideal para indução. A ultrassonografia mostra líquido amniótico baixo (índice 7 cm) e placenta grau III, sinalizando que o parto não deve ser adiado sem controle rigoroso.

    A indução em cicatrizada necessita métodos seguros. O balão intrauterino é considerado mais seguro que o misoprostol para amadurecimento cervical em casos de cesariana anterior, pois o misoprostol está associado a maior risco de ruptura uterina. Amniotomia imediata não é indicada porque o colo não está favorável e o polo está alto fixo, ou seja, não há trabalho de parto ativo para esse procedimento. Esperar mais uma semana aumenta o risco tanto para mãe quanto para o bebê por estar além do termo pós-datismo.

    Portanto, a melhor conduta, considerando o desejo da paciente e a segurança, é realizar a indução com balão intrauterino para o amadurecimento do colo. Assim, a alternativa correta é a letra a).
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