Ingrid Nunes
EQUIPE
19/09/2026 • 12:02
Vamos falar sobre uma condição muito importante na obstetrícia chamada pré-eclâmpsia grave e suas possíveis complicações, como a Síndrome HELLP. Neste caso, temos uma gestante com 30 semanas, pressão arterial muito alta (170 x 110), cefaleia intensa, visão borrada, edema e reflexos tendinosos exaltados, sinais clássicos de pré-eclâmpsia grave. A proteinúria está muito elevada (4+), as transaminases (TGO e TGP) estão elevadas, há plaquetopenia (plaquetas abaixo de 100.000), e DHL alta, caracterizando a Síndrome HELLP (Hemólise, Enzimas Elevadas do Fígado, e Plaquetopenia).
A conduta nesses casos deve ser rápida e objetiva. A indicação principal é proteger a mãe e o feto, geralmente com estabilização da pressão arterial e prevenção das crises convulsivas com sulfato de magnésio. Após estabilização, devido à gravidade e ao risco para ambos (mãe e bebê), a resolução da gestação é recomendada, considerando a via de parto mais segura e rápida. A cesariana é frequentemente indicada, especialmente pela gravidade e pelo risco materno iminente.
Vamos analisar as opções:
a) tratar só com anti-hipertensivo oral e acompanhamento, não é suficiente para quadro grave e com sinais de Síndrome HELLP.
b) sulfato de magnésio + anti-hipertensivo parenteral e avaliação após estabilidade parece correto, mas pode faltar menção à resolução da gestação, que é fundamental.
c) cesariana imediata sob anestesia geral: a via de anestesia depende do estado da paciente, e uma cesariana pode ser necessária, mas o encaminhamento com estabilização é importante antes.
d) nifedipina sublingual não é ideal para este quadro grave, corticoide para maturação pulmonar pode ajudar, mas aguardar 48 horas pode colocar em risco a mãe.
e) apenas observação e exames repetidos não são adequados para este quadro grave.
Assim, a conduta mais adequada é iniciar o sulfato de magnésio para prevenir convulsões, controlar a pressão arterial com anti-hipertensivo parenteral e proceder à resolução da gestação após estabilização. Portanto, a alternativa B é a mais correta.
Gabarito: B
A conduta nesses casos deve ser rápida e objetiva. A indicação principal é proteger a mãe e o feto, geralmente com estabilização da pressão arterial e prevenção das crises convulsivas com sulfato de magnésio. Após estabilização, devido à gravidade e ao risco para ambos (mãe e bebê), a resolução da gestação é recomendada, considerando a via de parto mais segura e rápida. A cesariana é frequentemente indicada, especialmente pela gravidade e pelo risco materno iminente.
Vamos analisar as opções:
a) tratar só com anti-hipertensivo oral e acompanhamento, não é suficiente para quadro grave e com sinais de Síndrome HELLP.
b) sulfato de magnésio + anti-hipertensivo parenteral e avaliação após estabilidade parece correto, mas pode faltar menção à resolução da gestação, que é fundamental.
c) cesariana imediata sob anestesia geral: a via de anestesia depende do estado da paciente, e uma cesariana pode ser necessária, mas o encaminhamento com estabilização é importante antes.
d) nifedipina sublingual não é ideal para este quadro grave, corticoide para maturação pulmonar pode ajudar, mas aguardar 48 horas pode colocar em risco a mãe.
e) apenas observação e exames repetidos não são adequados para este quadro grave.
Assim, a conduta mais adequada é iniciar o sulfato de magnésio para prevenir convulsões, controlar a pressão arterial com anti-hipertensivo parenteral e proceder à resolução da gestação após estabilização. Portanto, a alternativa B é a mais correta.
Gabarito: B