Uma gestante de 27 anos, G1P0, com 30 semanas de gestação, procura o pronto a...

Uma gestante de 27 anos, G1P0, com 30 semanas de gestação, procura o pronto atendimento com cefaleia intensa há 24 horas, visão borrada e dor em epigástrio. Ao exame físico, apresenta pressão arter...


publicidade
Uma gestante de 27 anos, G1P0, com 30 semanas de gestação, procura o pronto atendimento com cefaleia intensa há 24 horas, visão borrada e dor em epigástrio. Ao exame físico, apresenta pressão arterial de 170 x 110 mmHg. Edema ++ em MMII e reflexos tendinosos exaltados, sem contrações. A US obstétrica revela feto único, vivo, com apresentação cefálica, com peso fetal no p5 e índice de líquido amniótico igual a 4,5. Exames laboratoriais mostram: proteinúria 4+ na urina 1; creatinina: 1,4 mg/dL; TGO: 110; TGP: 97; plaquetas: 88.888/mm3 ; DHL: 700 U/L.

Assinale a alternativa que apresenta corretamente a conduta mais adequada para o caso descrito.
Analisando...
publicidade

🚀 Desbloqueie a explicação completa

Veja comentários detalhados e resoluções exclusivas para entender o gabarito desta questão.

Criar conta grátis
  • Ingrid Nunes
    Ingrid Nunes EQUIPE
    19/09/2026 • 12:02
    Vamos falar sobre uma condição muito importante na obstetrícia chamada pré-eclâmpsia grave e suas possíveis complicações, como a Síndrome HELLP. Neste caso, temos uma gestante com 30 semanas, pressão arterial muito alta (170 x 110), cefaleia intensa, visão borrada, edema e reflexos tendinosos exaltados, sinais clássicos de pré-eclâmpsia grave. A proteinúria está muito elevada (4+), as transaminases (TGO e TGP) estão elevadas, há plaquetopenia (plaquetas abaixo de 100.000), e DHL alta, caracterizando a Síndrome HELLP (Hemólise, Enzimas Elevadas do Fígado, e Plaquetopenia).

    A conduta nesses casos deve ser rápida e objetiva. A indicação principal é proteger a mãe e o feto, geralmente com estabilização da pressão arterial e prevenção das crises convulsivas com sulfato de magnésio. Após estabilização, devido à gravidade e ao risco para ambos (mãe e bebê), a resolução da gestação é recomendada, considerando a via de parto mais segura e rápida. A cesariana é frequentemente indicada, especialmente pela gravidade e pelo risco materno iminente.

    Vamos analisar as opções:

    a) tratar só com anti-hipertensivo oral e acompanhamento, não é suficiente para quadro grave e com sinais de Síndrome HELLP.

    b) sulfato de magnésio + anti-hipertensivo parenteral e avaliação após estabilidade parece correto, mas pode faltar menção à resolução da gestação, que é fundamental.

    c) cesariana imediata sob anestesia geral: a via de anestesia depende do estado da paciente, e uma cesariana pode ser necessária, mas o encaminhamento com estabilização é importante antes.

    d) nifedipina sublingual não é ideal para este quadro grave, corticoide para maturação pulmonar pode ajudar, mas aguardar 48 horas pode colocar em risco a mãe.

    e) apenas observação e exames repetidos não são adequados para este quadro grave.

    Assim, a conduta mais adequada é iniciar o sulfato de magnésio para prevenir convulsões, controlar a pressão arterial com anti-hipertensivo parenteral e proceder à resolução da gestação após estabilização. Portanto, a alternativa B é a mais correta.

    Gabarito: B
publicidade
🍪

Utilizamos cookies e tecnologias semelhantes para aprimorar sua experiência de navegação. Política de Privacidade.