Camila Duarte
EQUIPE
19/09/2026 • 06:01
Essa questão aborda um tema bastante relevante na reumatologia e nefrologia: a nefrite lúpica, que é a manifestação renal do lúpus eritematoso sistêmico (LES). A nefrite lúpica pode apresentar diferentes padrões de lesão renal que são classificados em cinco classes principais, conforme a Classificação da Sociedade Internacional de Nefropatologia. Entender cada classe e suas características histopatológicas é essencial para o diagnóstico e manejo adequado dos pacientes com LES.
Primeiramente, a nefrite lúpica classe V é caracterizada por glomerulopatia membranosa, ou seja, há um espessamento difuso da membrana basal glomerular devido à deposição de imunocomplexos, não por esclerose extensa dos glomérulos, como sugere a alternativa a.
Quanto à alternativa b, índices de cronicidade incluem lesões como fibrose tubular e esclerose glomerular; infiltração leucocitária e crescentes celulares são sinais de atividade inflamatória, não de cronicidade.
Na alternativa c, a recomendação é que a biópsia renal contenha pelo menos dez glomérulos para análise histológica, e realmente o exame por imunofluorescência é fundamental para caracterizar os depósitos imunológicos, o que torna essa alternativa correta.
A alternativa d está incorreta, porque a classe I da nefrite lúpica corresponde a glomerulite mínima mesangial, onde o exame de luz óptica geralmente é normal, e as alterações são somente evidentes por imunofluorescência.
Por fim, a alternativa e está correta ao afirmar que as lesões podem mimetizar outras glomerulonefrites primárias e, portanto, a história clínica é fundamental para estabelecer o diagnóstico correto.
Analisando as opções, a única inteiramente correta de acordo com o conhecimento atual é a alternativa c.
Gabarito: c
Primeiramente, a nefrite lúpica classe V é caracterizada por glomerulopatia membranosa, ou seja, há um espessamento difuso da membrana basal glomerular devido à deposição de imunocomplexos, não por esclerose extensa dos glomérulos, como sugere a alternativa a.
Quanto à alternativa b, índices de cronicidade incluem lesões como fibrose tubular e esclerose glomerular; infiltração leucocitária e crescentes celulares são sinais de atividade inflamatória, não de cronicidade.
Na alternativa c, a recomendação é que a biópsia renal contenha pelo menos dez glomérulos para análise histológica, e realmente o exame por imunofluorescência é fundamental para caracterizar os depósitos imunológicos, o que torna essa alternativa correta.
A alternativa d está incorreta, porque a classe I da nefrite lúpica corresponde a glomerulite mínima mesangial, onde o exame de luz óptica geralmente é normal, e as alterações são somente evidentes por imunofluorescência.
Por fim, a alternativa e está correta ao afirmar que as lesões podem mimetizar outras glomerulonefrites primárias e, portanto, a história clínica é fundamental para estabelecer o diagnóstico correto.
Analisando as opções, a única inteiramente correta de acordo com o conhecimento atual é a alternativa c.
Gabarito: c