A memantina foi sintetizada pela primeira vez em 1963 pelo químico Eli Lilly ...

A memantina foi sintetizada pela primeira vez em 1963 pelo químico Eli Lilly como parte de pesquisas sobre derivados da amantadina. Inicialmente estudada como antiviral e também em condições como P...


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A memantina foi sintetizada pela primeira vez em 1963 pelo químico Eli Lilly como parte de pesquisas sobre derivados da amantadina. Inicialmente estudada como antiviral e também em condições como Parkinson e neuropatias, só mais tarde se reconheceu seu papel para Doença de Alzheimer. Selecione a alternativa que descreve corretamente o papel desta molécula, de acordo com evidências clínicas e diretrizes atuais.
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  • Camila Duarte
    Camila Duarte EQUIPE
    19/09/2026 • 05:01
    Vamos conversar um pouco sobre a memantina e seu papel no tratamento da Doença de Alzheimer. A memantina é um medicamento que atua no sistema glutamatérgico do cérebro. Especificamente, ela é um antagonista não competitivo dos receptores NMDA (N-metil-D-aspartato), que estão envolvidos na transmissão do neurotransmissor glutamato. Isso é importante porque, na Doença de Alzheimer, o excesso de glutamato pode causar neurotoxicidade e piorar o quadro cognitivo.

    Quanto às indicações clínicas, a memantina é aprovada para o tratamento de casos moderados a graves de Alzheimer, não para fases leves. Além disso, ela pode ser usada em combinação com inibidores da acetilcolinesterase para potencializar os efeitos terapêuticos, já que esses atuam em outro sistema relacionado: o colinérgico. Portanto, a memantina não é monoterapia de primeira escolha em estágios leves, nem é um medicamento que tenha efeito anti-β-amiloide, nem inibe a monoamina oxidase (que é o mecanismo de alguns antidepressivos).

    Assim, a alternativa que melhor descreve o uso e mecanismo da memantina é a letra b: "Age como modulador glutamatérgico, aprovado para casos moderados a graves, podendo ser associado a inibidores da acetilcolinesterase."
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