David Castilho
EQUIPE
18/09/2026 • 08:02
Vamos falar sobre a hepatite C, uma infecção viral que muitas vezes é silenciosa, mas pode causar complicações graves se não tratada. No caso apresentado, temos um homem que teve uma transfusão em 1988, o que é um fator de risco comum para hepatite C, já que antes dessa época os bancos de sangue não testavam o vírus regularmente. O exame rápido reagente indica uma possível infecção, que precisa ser confirmada por testes mais específicos, como o PCR para RNA do vírus.
Sobre o tratamento, atualmente os antivirais de ação direta (AADs) são o padrão ouro. Eles têm alta eficácia e são indicados para praticamente todos os pacientes infectados, mesmo que estejam assintomáticos ou sem fibrose avançada. Isso é diferente das terapias antigas, que usavam interferon e ribavirina, que tinham mais efeitos colaterais e uma eficácia menor.
A monitoração da resposta ao tratamento não se baseia na normalização rápida das transaminases, já que isso pode ocorrer por outros motivos e nem sempre correlaciona com a eliminação do vírus. O parâmetro mais confiável é a carga viral do HCV (PCR viral), que deve desaparecer e se manter indetectável após o tratamento para considerar a cura (resposta virológica sustentada).
Também é importante saber que pacientes que curaram a hepatite C podem, sim, ser reinfectados, pois a cura não confere imunidade ao vírus. Ou seja, mesmo após o tratamento bem-sucedido, é possível uma nova infecção.
Quanto ao antivirais e condições renais, o sofosbuvir, embora seja um medicamento muito eficaz, não é recomendado para pacientes com insuficiência renal grave (taxa de filtração < 30 mL/min/1,73 m²), pois pode haver acúmulo e toxicidade. Para esses pacientes, outras opções devem ser avaliadas.
Dada essa análise, a alternativa que está correta é a letra a), que diz que o tratamento com antivirais de ação direta é indicado mesmo na ausência de sintomas ou fibrose avançada, de acordo com os protocolos atuais do Ministério da Saúde.
Portanto, o gabarito correto é a letra a).
Sobre o tratamento, atualmente os antivirais de ação direta (AADs) são o padrão ouro. Eles têm alta eficácia e são indicados para praticamente todos os pacientes infectados, mesmo que estejam assintomáticos ou sem fibrose avançada. Isso é diferente das terapias antigas, que usavam interferon e ribavirina, que tinham mais efeitos colaterais e uma eficácia menor.
A monitoração da resposta ao tratamento não se baseia na normalização rápida das transaminases, já que isso pode ocorrer por outros motivos e nem sempre correlaciona com a eliminação do vírus. O parâmetro mais confiável é a carga viral do HCV (PCR viral), que deve desaparecer e se manter indetectável após o tratamento para considerar a cura (resposta virológica sustentada).
Também é importante saber que pacientes que curaram a hepatite C podem, sim, ser reinfectados, pois a cura não confere imunidade ao vírus. Ou seja, mesmo após o tratamento bem-sucedido, é possível uma nova infecção.
Quanto ao antivirais e condições renais, o sofosbuvir, embora seja um medicamento muito eficaz, não é recomendado para pacientes com insuficiência renal grave (taxa de filtração < 30 mL/min/1,73 m²), pois pode haver acúmulo e toxicidade. Para esses pacientes, outras opções devem ser avaliadas.
Dada essa análise, a alternativa que está correta é a letra a), que diz que o tratamento com antivirais de ação direta é indicado mesmo na ausência de sintomas ou fibrose avançada, de acordo com os protocolos atuais do Ministério da Saúde.
Portanto, o gabarito correto é a letra a).