David Castilho
EQUIPE
18/09/2026 • 08:02
Vamos analisar essa questão que aborda um caso clínico típico de meningite bacteriana, bastante relevante em concursos da área da saúde. O paciente apresenta sintomas clássicos de meningite, como febre alta, rigidez de nuca (sinal de irritação meníngea), cefaleia intensa e alterações no líquido cefalorraquidiano. A análise do LCR mostra aspecto turvo, glicose baixa, proteína elevada, predomínio de polimorfonucleares e diplococos Gram-negativos, o que sugere fortemente meningite bacteriana por Neisseria meningitidis (meningococo).
A esplenectomia do paciente é um fator de risco importante, pois aumenta a vulnerabilidade a infecções graves por bactérias encapsuladas, como meningococo, pneumococo e Haemophilus influenzae. A vacinação contra meningococo e outras bactérias encapsuladas é crítica para esse paciente.
Agora vamos às alternativas:
a) A quimioprofilaxia com rifampicina é indicada para contatos próximos (domésticos) de casos confirmados de meningite meningocócica. Porém, a dose não é sessenta miligramas por quilo, essa dosagem está incorreta. Dose usual para rifampicina na profilaxia é em mg por kg, mas muito menor (tipicamente 10 mg/kg em crianças, 600 mg em adultos). Logo, a dose citada está errada.
b) A associação de corticosteroides e aciclovir é padrão para meningite viral pelo vírus herpes simplex, não para meningite bacteriana. A meningite por meningococo requer antibióticos específicos, não antivirais. Portanto, essa alternativa está incorreta.
c) A eficácia vacinal protetora da vacina conjugada contra meningococo não ocorre imediatamente. A imunidade se desenvolve algumas semanas após a vacinação, não em 24 horas. Assim, essa alternativa é falsa.
d) Contatos domiciliares que estão com esquema vacinal atualizado e para o sorogrupo, em geral, não precisam fazer quimioprofilaxia imediata. Essa afirmativa está correta.
e) A quimioprofilaxia para profissionais de saúde só é indicada em situações de exposição muito próxima, como procedimentos com risco de contato com secreções da via aérea sem proteção, como entubação. Portanto, esta alternativa também está correta.
Diante disso, podemos ver que a alternativa (a) apresenta erro de dosagem, (b), (c) são incorretas, enquanto (d) e (e) estão corretas segundo protocolos vigentes. Porém, a questão pede a alternativa correta para a situação clínica – que melhor corresponde à: (e), já que menciona condição para profissionais de saúde (um ponto importante em controle da meningite).
Dessa forma, o gabarito correto é a letra e.
A esplenectomia do paciente é um fator de risco importante, pois aumenta a vulnerabilidade a infecções graves por bactérias encapsuladas, como meningococo, pneumococo e Haemophilus influenzae. A vacinação contra meningococo e outras bactérias encapsuladas é crítica para esse paciente.
Agora vamos às alternativas:
a) A quimioprofilaxia com rifampicina é indicada para contatos próximos (domésticos) de casos confirmados de meningite meningocócica. Porém, a dose não é sessenta miligramas por quilo, essa dosagem está incorreta. Dose usual para rifampicina na profilaxia é em mg por kg, mas muito menor (tipicamente 10 mg/kg em crianças, 600 mg em adultos). Logo, a dose citada está errada.
b) A associação de corticosteroides e aciclovir é padrão para meningite viral pelo vírus herpes simplex, não para meningite bacteriana. A meningite por meningococo requer antibióticos específicos, não antivirais. Portanto, essa alternativa está incorreta.
c) A eficácia vacinal protetora da vacina conjugada contra meningococo não ocorre imediatamente. A imunidade se desenvolve algumas semanas após a vacinação, não em 24 horas. Assim, essa alternativa é falsa.
d) Contatos domiciliares que estão com esquema vacinal atualizado e para o sorogrupo, em geral, não precisam fazer quimioprofilaxia imediata. Essa afirmativa está correta.
e) A quimioprofilaxia para profissionais de saúde só é indicada em situações de exposição muito próxima, como procedimentos com risco de contato com secreções da via aérea sem proteção, como entubação. Portanto, esta alternativa também está correta.
Diante disso, podemos ver que a alternativa (a) apresenta erro de dosagem, (b), (c) são incorretas, enquanto (d) e (e) estão corretas segundo protocolos vigentes. Porém, a questão pede a alternativa correta para a situação clínica – que melhor corresponde à: (e), já que menciona condição para profissionais de saúde (um ponto importante em controle da meningite).
Dessa forma, o gabarito correto é a letra e.