Um homem de 44 anos apresenta dispneia aos esforços há alguns meses. Nega dor...

Um homem de 44 anos apresenta dispneia aos esforços há alguns meses. Nega dor torácica, síncope e história familiar de morte súbita. Ao exame clínico, apresenta sinais vitais normais e um sopro con...


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Um homem de 44 anos apresenta dispneia aos esforços há alguns meses. Nega dor torácica, síncope e história familiar de morte súbita. Ao exame clínico, apresenta sinais vitais normais e um sopro contínuo 2+/6+ audível em todo o precórdio, com pico em mesodiástole a telediástole. O eletrocardiograma de 12 derivações mostra ritmo sinusal normal, e o ecocardiograma transtorácico evidencia dilatação das câmaras direitas, função sistólica do ventrículo esquerdo preservada e insuficiência tricúspide discreta a moderada. O contraste com solução salina agitada não mostra evidência de shunt intracardíaco.

Qual é o melhor próximo passo na condução?
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  • Camila Duarte
    Camila Duarte EQUIPE
    18/09/2026 • 05:01
    Vamos analisar o caso: um homem jovem com dispneia progressiva, sopro contínuo no precórdio e dilatação das câmaras direitas sugere um problema que aumenta o fluxo para o lado direito do coração, como um shunt da circulação sistêmica para a pulmonar. O sopro contínuo com pico em mesodiástole a telediástole lembra uma comunicação anômala, como uma fístula coronariana ou uma persistência anormal de vasos que causem shunt contínuo.
    O ecocardiograma transtorácico mostrou dilatação das câmaras direitas e insuficiência tricúspide discreta/moderada, mas o contraste com solução salina não mostrou shunt intracardíaco, descartando defeitos como CIA (Comunicação Interatrial) com passagem direita-esquerda ou vice-versa.
    Nesse contexto, uma causa importante a ser investigada são as fístulas coronarianas, que podem causar sopro contínuo e sobrecarga do lado direito do coração.
    Para confirmar e delinear a anatomia dessas fístulas, a angiotomografia do coração (ou angiotomografia coronariana) é a melhor escolha. Ela permite visualizar os vasos coronarianos, identificar fístulas e avaliar o grau de dilatação e fluxo anômalo.
    O ecocardiograma transesofágico é mais indicado para avaliar estruturas intracardíacas com maior definição, especialmente valvas e paredes, mas não é o exame ideal para visualizar vasos coronarianos fora do coração.
    O cateterismo cardíaco pode ser usado depois para tratamento ou diagnóstico definitivo, mas antes é melhor uma imagem não invasiva detalhada.
    A ressonância magnética cardíaca ajuda na avaliação funcional e estrutural, mas para observar em detalhes vasos coronarianos, a angiotomografia é superior.
    Teste ergométrico não ajuda no diagnóstico anatômico e é mais para avaliação funcional e prognóstico.
    Portanto, o melhor próximo passo é a angiotomografia do coração.
    Gabarito: a
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