Paciente do sexo feminino de 62 anos procura assistência médica com quadro de...

Paciente do sexo feminino de 62 anos procura assistência médica com quadro de fraqueza progressiva, glossite, parestesias em “meias e luvas” e perda de sensibilidade vibratória. Na avaliação inicia...


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Paciente do sexo feminino de 62 anos procura assistência médica com quadro de fraqueza progressiva, glossite, parestesias em “meias e luvas” e perda de sensibilidade vibratória. Na avaliação inicial, o hemograma mostra Hb: 7,8 g/dL; VCM: 114 fL; leucopenia leve e plaquetopenia discreta e esfregaço periférico com presença de neutrófilos hipersegmentados. A dosagem de vitamina B12 sérica é de 185 pg/mL (nl: 200 – 900).

Diante desse cenário, qual é a próxima conduta diagnóstica/terapêutica mais adequada para a condução do caso?
Analisando...
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  • Equipe Gabarite
    Equipe Gabarite EQUIPE
    18/09/2026 • 03:02
    Essa questão aborda um quadro clássico de anemia megaloblástica por deficiência de vitamina B12. A paciente apresenta sintomas neurológicos típicos (parestesias em 'meias e luvas', perda de sensibilidade vibratória), anemia macrocítica (VCM alto), neutrófilos hipersegmentados no esfregaço e níveis baixos de vitamina B12. Esses achados compõem a anemia perniciosa ou outra causa de deficiência de B12. É importante lembrar que a anemia por deficiência de B12 pode causar complicações neurológicas sérias, que podem ser irreversíveis se o tratamento for tardio.

    O diagnóstico laboratorial é importante, mas, diante do quadro clínico e laboratorial sugestivo, recomenda-se iniciar a reposição de vitamina B12 imediatamente para evitar danos neurológicos progressivos. A investigação da causa, como a pesquisa de autoanticorpos anti-fator intrínseco, pode ser feita em paralelo, pois atrasar o tratamento para fazer exames confirmatórios não é prudente. Além disso, os testes bioquímicos, como ácido metilmalônico ou homocisteína, podem ajudar na dúvida diagnóstica, mas não devem atrasar o tratamento.

    Portanto, a conduta correta é iniciar imediatamente a reposição de vitamina B12 e investigar a causa ao mesmo tempo, o que corresponde à alternativa a). As outras opções ou atrasam o tratamento, ou são incorretas em relação à indicação terapêutica (como o uso isolado de ácido fólico que pode até agravar a deficiência de B12), ou confundem etiologias (deficiência de cobre e síndrome mielodisplásica têm quadros distintos).

    Gabarito: a
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