Em um cenário de escassez, com disponibilidade de apenas uma unidade de plaqu...

Em um cenário de escassez, com disponibilidade de apenas uma unidade de plaquetas por aférese irradiada, qual dos seguintes pacientes deve ter a transfusão priorizada?


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Em um cenário de escassez, com disponibilidade de apenas uma unidade de plaquetas por aférese irradiada, qual dos seguintes pacientes deve ter a transfusão priorizada?
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  • Equipe Gabarite
    Equipe Gabarite EQUIPE
    18/09/2026 • 03:02
    Essa questão trata de um tema importante em transfusões: a prioridade na administração de plaquetas quando o recurso é limitado.
    Em situações de escassez, a transfusão deve ser criteriosa, focando em quem tem maior risco de sangramento grave ou condições que demandam manutenção de plaquetas para procedimentos invasivos ou prevenção de hemorragias.
    Vamos analisar as opções:
    a) Paciente pós-transplante de medula óssea, com plaquetas em 18.000 e necessidade de passagem de cateter venoso central, um procedimento invasivo que aumenta o risco sangramentos, geralmente o limiar para transfusão é 20.000 ou alto risco para procedimentos. Aqui, 18.000 está próximo desse limite.
    b) Paciente com púrpura trombocitopênica trombótica (PTT), que além da plaquetopenia, tem uma causa específica onde a transfusão de plaquetas é contraindicada (pode piorar a trombose). Portanto, transfusão não é prioridade.
    c) Aplasia medular assintomático com plaquetas a 10.000, um nível de risco elevado para hemorragias espontâneas, mas o paciente está assintomático e sem procedimentos invasivos. Transfusão pode ser indicada, mas nem sempre emergencial se estiver estável.
    d) Leucemia promielocítica aguda (LMA M3) com suspeita de hemorragia intracraniana e plaquetas 40.000, situação extremamente grave. LMA M3 tem tendência a coagulopatias e hemorragias graves. O risco de hemorragia intracraniana exige prioridade máxima para transfusão para tentar conter sangramento.
    e) Cirrose hepática com epistaxe leve e plaquetas 48.000. Nível mais alto e sangramento leve, menos prioridade.
    Portanto, a prioridade é o paciente com maior risco e urgência de controle de sangramento, que é o da leucemia promielocítica aguda com suspeita de hemorragia intracraniana.
    Gabarito: d
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