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Paciente do sexo masculino de 68 anos, com diagnóstico de mielofibrose primária, apresenta sintomas constitucionais importantes como perda de peso, sudorese noturn...


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Paciente do sexo masculino de 68 anos, com diagnóstico de mielofibrose primária, apresenta sintomas constitucionais importantes como perda de peso, sudorese noturna, esplenomegalia volumosa (12 cm abaixo do rebordo cos tal). Exames laboratoriais mostram hemoglobina: 8,9 g/dL; leucócitos: 22.000/mm3; plaquetas: 180.000/mm3; blastos circulantes: 2%. Na classificação prognóstica, é DIPSS--Plus risco intermediário-2 e não é candidato a transplante alogênico por comorbidades.

Diante desse cenário, qual é a melhor conduta terapêutica inicial, de acordo com recomendações atuais?

Analisando...
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  • David Castilho
    David Castilho EQUIPE
    18/09/2026 • 01:01
    O caso envolve um paciente idoso com mielofibrose primária (uma neoplasia mieloproliferativa) apresentando sintomas constitucionais importantes (perda de peso, sudorese noturna) e esplenomegalia volumosa, além de alterações laboratoriais que indicam anemia, leucocitose e blastos circulantes. A classificação prognóstica DIPSS-Plus em risco intermediário-2 indica um risco relativamente elevado, e ele não pode ser submetido a transplante alogênico devido a comorbidades.

    A mielofibrose é uma doença complexa e a escolha terapêutica depende tanto da classificação prognóstica como dos sintomas e indicação ou contraindicação para transplante. O DIPSS-Plus é uma ferramenta para risco e tratamento. Em risco intermediário-2, pacientes sintomáticos e com esplenomegalia volumosa geralmente são candidatos a terapias que aliviem sintomas e controlem a doença, principalmente o uso de inibidores de JAK-2, como o ruxolitinibe.

    A hidroxiureia (opção a) é usada em casos com leucocitose e controle de sintomas, mas o ruxolitinibe mostrou melhores resultados em sintomas constitucionais e redução da esplenomegalia. Transfusões e eritropoetina (opção b) são indicadas principalmente para anemia, mas não tratam a doença de base. Splenectomia precoce (opção c) é uma opção extremamente delicada e não é primeira escolha, principalmente pelo risco cirúrgico e complicações. Momelotinibe (opção d) é um inibidor de JAK em desenvolvimento, mas ainda não é a terapia padrão inicial recomendada nas diretrizes atuais.

    Portanto, segundo as recomendações atuais para pacientes com mielofibrose e risco intermediário-2 que não podem fazer transplante, o medicamento padrão para alívio sintomático e controle da esplenomegalia é o ruxolitinibe.

    Gabarito: e
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