Marcos de Castro
EQUIPE
18/09/2026 • 00:01
Vamos falar sobre fraturas da diáfise da tíbia, especialmente em adultos. Essas fraturas podem ser tratadas de forma conservadora ou cirúrgica, dependendo de critérios como o grau de desvio angular, o encurtamento (redução do comprimento do osso) e a estabilidade da fratura.
Um encurtamento de até 10 mm geralmente é tolerado para tratamento conservador, e angulações até 5-10 graus podem ser aceitas, dependendo do eixo e da estabilidade. No caso apresentado, o paciente tem 20 mm de encurtamento e 25 graus de angulação anteroposterior — valores considerados fora da normalidade para recuperação adequada sem cirurgia.
Além disso, a fíbula íntegra pode impedir o encurtamento e favorecer a consolidação, mas, por outro lado, em alguns casos pode dificultar a redução e favorecer a pseudoartrose, pois a tíbia e a fíbula formam um eixo biomecânico e, quando a fíbula está íntegra, pode agir como um impedimento para o alinhamento correto da tíbia.
Sobre as alternativas:
a) Diz que o tratamento deve ser cirúrgico devido ao encurtamento e o desvio. Correto, pois 20 mm de encurtamento e 25° de angulação são valores que indicam cirurgia.
b) Fala sobre uso de haste intramedular não travada. Atualmente, preconiza-se o uso de hastes intramedulares travadas para garantir estabilidade.
c) Diz que a fíbula íntegra é fator que favorece a pseudoartrose. Verdade, mas isso isoladamente não determina a indicação do tratamento.
d) Diz que o tratamento deve ser cirúrgico porque o encurtamento não é aceitável, apesar da angulação aceitável. Aqui o erro está em dizer que a angulação é aceitável, pois 25 graus é muito acima do aceitável.
e) Diz que se indicado o tratamento conservador, o gesso de Sarmiento deve ser usado. O gesso de Sarmiento é indicado para fraturas de diáfise da tíbia em adultos, mas só quando a fratura é estável e apresenta bons alinhamentos, o que não é o caso.
Portanto, a resposta correta é a alternativa a).
Um encurtamento de até 10 mm geralmente é tolerado para tratamento conservador, e angulações até 5-10 graus podem ser aceitas, dependendo do eixo e da estabilidade. No caso apresentado, o paciente tem 20 mm de encurtamento e 25 graus de angulação anteroposterior — valores considerados fora da normalidade para recuperação adequada sem cirurgia.
Além disso, a fíbula íntegra pode impedir o encurtamento e favorecer a consolidação, mas, por outro lado, em alguns casos pode dificultar a redução e favorecer a pseudoartrose, pois a tíbia e a fíbula formam um eixo biomecânico e, quando a fíbula está íntegra, pode agir como um impedimento para o alinhamento correto da tíbia.
Sobre as alternativas:
a) Diz que o tratamento deve ser cirúrgico devido ao encurtamento e o desvio. Correto, pois 20 mm de encurtamento e 25° de angulação são valores que indicam cirurgia.
b) Fala sobre uso de haste intramedular não travada. Atualmente, preconiza-se o uso de hastes intramedulares travadas para garantir estabilidade.
c) Diz que a fíbula íntegra é fator que favorece a pseudoartrose. Verdade, mas isso isoladamente não determina a indicação do tratamento.
d) Diz que o tratamento deve ser cirúrgico porque o encurtamento não é aceitável, apesar da angulação aceitável. Aqui o erro está em dizer que a angulação é aceitável, pois 25 graus é muito acima do aceitável.
e) Diz que se indicado o tratamento conservador, o gesso de Sarmiento deve ser usado. O gesso de Sarmiento é indicado para fraturas de diáfise da tíbia em adultos, mas só quando a fratura é estável e apresenta bons alinhamentos, o que não é o caso.
Portanto, a resposta correta é a alternativa a).